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Facções do Sudão do Sul discutem cessar-fogo na Etiópia

Agência Estado

03 Janeiro 2014 | 08h 56

As facções opositoras do Sudão do Sul realizaram reuniões preliminares nesta sexta-feira antes do início das negociações oficiais, que começam amanhã na Etiópia.

Dina Mufti, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores etíope, disse que as reuniões introdutórias foram necessárias para superar as diferenças dos grupos antes do início das negociações diretas, que devem começar no sábado. Os encontros são realizados no hotel Sheraton, em Adis-Abeba.

Em território sul-sudanês, os dois lados continuam a lutar. A embaixada dos Estados Unidos em Juba, a capital, informou nesta sexta-feira que o Departamento de Estado ordenou uma nova retirada de funcionários do país e organizou um novo voo de evacuação em razão da piora no conflito, além de pedir que todos os seus cidadãos deixem o mais jovem país do mundo.

"O Departamento de Estado ordenou uma nova retirada de funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Juba em razão da deterioração da situação de segurança", disse a embaixada em comunicado. "Continuamos a pedir aos cidadãos norte-americanos no Sudão do Sul que saiam do país."

O governo do Sudão do Sul declarou estado de emergência em Unity e Jonglei, dois Estados cujas capitais estão sob controle rebelde. Na quinta-feira, o governo central advertiu que os rebeldes leais ao ex-vice-presidente Riek Machar estavam se preparando para marchar até Juba. Atualmente eles estão em Bor, capital de Jonglei, palco de violentos confrontos entre tropas do governo e rebeldes.

As Forças Armadas sul-sudanesas informaram na quinta-feira que enviaram reforços para Bor, que fica a 120 quilômetros de Juba.

O presidente Salva Kiir afirma que os confrontos foram iniciados após uma tentativa de golpe de soldados leais da Marchar, em 15 de dezembro. Mas essa afirmação é questionada por alguns autoridades do partido governista, que dizem que a violência teve início quando guardas presidenciais da etnia dinka, à qual Kiir pertence, tentaram desarmar aqueles do grupo étnico nuer, de Machar. A partir daí, a violência se espalhou pelo país, com a deserção de militares leais a Marchar.

O Sudão do Sul registra tensões étnicas e luta de poder com o partido governista, que se intensificaram depois de Kiir ter demitido Machar do cargo de vice-presidente em julho. Os rebeldes apoiam Machar, que atualmente é um fugitivo, procurado pelos militares.

O Sudão do Sul se separou de forma pacífica do Sudão em 2011, após um acordo de paz assinado em 2005. Antes disso, uma guerra de décadas foi travada entre o Sul e o Sudão. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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