1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Farc e governo terão sessão 'permanente' de negociação até acordo final de paz, diz Santos

- Atualizado: 08 Janeiro 2016 | 13h 05

Segundo o presidente colombiano, as delegações iniciam o 13.º ciclo de conversas no dia 13 e só encerram após pontos restantes estarem decididos

BOGOTÁ -  O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou na quinta-feira 7 que quando as negociações de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) forem retomadas no dia 13, as delegações das duas partes farão uma "sessão permanente" em Havana, sede dos diálogos, até que seja alcançado o acordo final de paz.

Em declaração na cidade de Cartagena, depois de se reunir com vários ministros de seu governo e assessores internacionais com o objetivo de analisar os avanços das negociações de paz - iniciadas em 2012 -, Santos afirmou que a sessão do dia 13 será iniciada e terminará apenas quando se chegar "ao final do processo", com acordos sobre os pontos dos quais ainda não há um consenso, como a deposição das armas por parte das Farc.

Negociações de paz: Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (E), e líder das Farc, Timochenko (D), se cumprimentam em Havana

Negociações de paz: Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos (E), e líder das Farc, Timochenko (D), se cumprimentam em Havana

O objetivo é assinar o acordo de fim do conflito o mais tardar em 23 de março, como acordaram Santos e o chefe máximo das Farc, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, na reunião de 23 de setembro de 2014 em Havana, onde protagonizaram um histórico aperto de mãos.

"Muitos temas ainda devem ser esclarecidos, resolvidos e planejados. Precisamos analisar muito bem os diferentes passos para chegarmos o mais rápido possível ao fim do conflito", comentou o presidente Juan Manuel Santos.

Nos mais de três anos de diálogo entre o governo e as Farc em Cuba, as partes acordaram quatro dos cinco pontos da agenda, os que se referem à questão fundiária, à participação política dos guerrilheiros, questão de drogas e cultivos ilegais, e ponto sobre as vítimas, que aborda justiça, reparação e garantias de não repetição dos crimes.

Neste momento, as partes negociam o último ponto da agenda, o fim do conflito, que abrange o cessar-fogo bilateral e a deposição das armas.

Santos afirmou que na reunião em Cartagena foi discutida a implementação de medidas de segurança nos territórios onde os guerrilheiros devem se concentrar como medida prévia à deposição das armas e para a "segurança rural em geral".

Sobre essa questão, o presidente explicou que a Colômbia terá que fazer "um esforço muito grande" e analisou junto com seus ministros e assessores internacionais "como o fim do conflito, a paz, vai se traduzir em muito mais segurança para todos" os cidadãos do país. /EFE

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em InternacionalX