Farc, IRA e ETA na lista de terrorismo dos EUA

Al-Qaeda, a rede liderada por Osama bin Laden, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o grupo separatista basco ETA e vários grupos palestinos foram considerados hoje pelo Departamento de Estado dos EUA como organizações terroristas. De acordo com uma lei de 1996, os cidadãos americanos estão proibidos de oferecer ajuda a essas organizações. Além disso, os bancos e outras instituições financeiras dos Estados Unidos devem congelar seus ativos. Al-Qaeda, que Bin Laden dirige de seu refúgio no Afeganistão e que consta da lista, é considerada pelo governo de George W. Bush como principal suspeita dos atentados terroristas de 11 de setembro em Nova York e Washington. Entre os 22 grupos mencionados, aparecem também as Farc, a mais numerosa guerrilha de esquerda da Colômbia, assim como a organização separatista basca ETA. Estão também na relação o grupo palestino Hamas, a Frente Popular para a Libertação da Palestina, o Hezbollah, que lidera uma guerra de guerrilhas contra Israel no Líbano, e o grupo militante judeu Kahane Chia. Durante este ano, foram incluídas na lista outras duas organizações: o grupo paramilitar de direita Autodefesas Unidas da Colômbia e o Exército Republicano Irlandês (IRA). Por outro lado, foram retirados da lista o Exército Vermelho Japonês e o grupo peruano Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA). A lista é compilada a cada dois anos pelo Departamento de Estado. Funcionários do governo disseram que a relação divulgada hoje era praticamente igual à emitida em 1999.

Agencia Estado,

05 Outubro 2001 | 17h33

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