Farc negam intenção de libertar ex-candidata

Rebeldes esquerdistas negaram relatos segundo os quais eles teriam planos de libertar a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, e reiteraram que os reféns políticos só serão libertados em troca de rebeldes detidos nas prisões do país. Membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seqüestraram a ex-candidata à Presidência colombiana há aproximadamente um ano e meio. No início de julho, familiares de Betancourt disseram que um emissário rebelde os havia contatado, para libertá-la no Brasil. Astrid Betancourt, irmã da refém, disse a uma rádio local que chegou a viajar ao Brasil para esperar pela libertação, o que não se concretizou. O governo francês confirmou ter enviado um avião com uma equipe médica ao Brasil para o caso de Betancourt, que possui cidadania francesa e colombiana, ser libertada em condições precárias de saúde. A imprensa brasileira noticiou que as Farc pretendiam libertar Betancourt em troca de milhões de dólares e tratamento médico a um importante líder rebelde, mas a versão foi negada pelo marido da cativa. Em sua página na internet, as Farc negam ter enviado um emissário rebelde para negociar com a família de Betancourt. Segundo o grupo, o incidente foi "trabalho do serviço secreto militar do presidente (da Colômbia) Alvaro Uribe, com o propósito de enganar e atacar as boas intenções humanitárias dos franceses".

Agencia Estado,

30 Julho 2003 | 17h45

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