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FBI contratou hackers para acessar iPhone de autor de massacre em San Bernardino

O grupo - que recebeu uma quantia não revelada pela ajuda - encontrou um defeito de software não conhecido até então e informou os agentes, que criaram uma peça de hardware que dava acesso ao celular

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2016 | 09h31

WASHINGTON - O FBI (Polícia Federal dos EUA) pagou um grupo de hackers profissionais para que o ajudassem a acessar o iPhone utilizado pelo autor do massacre na cidade californiana de San Bernardino em dezembro de 2015, que terminou com a morte de 14 pessoas.

Segundo publicação do jornal The Washington Post na terça-feira, que citou fontes policiais não identificadas, o FBI entrou em contato com os hackers, que acharam um defeito de software não conhecido até então e repassaram a informação aos agentes para que estes criassem uma peça de hardware que lhes permitisse acessar o celular.

O método permitiu aos investigadores atacar o código pessoal de quatro dígitos sem ativar um mecanismo de segurança usado pela Apple, fabricante do aparelho, que teria eliminado todo o conteúdo do telefone caso fossem introduzidos códigos incorretos mais de 10 vezes.

O grupo de hackers profissionais, que habitualmente colaboram com o governo americano, recebeu uma quantia não revelada pela colaboração.

O FBI acessou o telefone de Rizwan Farook, responsável ao lado de sua mulher Tashfeen Malik, pela morte de 14 pessoas em dezembro na Califórnia, após um longo litígio legal durante o qual a Apple se negou a prestar ajuda.

A empresa alegava que, se atendesse ao pedido de colaboração do governo, colocaria em risco a privacidade de todos os seus aparelhos. /EFE

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