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REUTERS/Sergei Karpukhin

FBI investigou assessor de Trump antes da eleição por relação com a Rússia

Agência obteve ordem judicial secreta para em tribunal responsável por solicitações de vigilância contra supostos espiões; banqueiro Carter Page diz que 'não tem nada a esconder'

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O Estado de S.Paulo

12 Abril 2017 | 10h58

WASHINGTON - O FBI obteve antes das eleições presidenciais dos EUA uma ordem judicial secreta para investigar Carter Page, um dos assessores do então candidato Donald Trump, por seus supostos vínculos com Rússia.

Segundo o jornal "The Washington Post", que ouviu fontes governamentais, a agência americana obteve a ordem por meio de um Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira, uma corte secreta encarregada de supervisionar as solicitações de vigilância do governo contra supostos espiões.

A ordem demonstra que desde antes das eleições, as autoridades já suspeitavam sobre os supostos vínculos da campanha de Trump com a Rússia, que agora também são alvo de uma investigação do Congresso.

Page é um banqueiro de investimentos que trabalhou em Moscou e é especializado no comércio do petróleo e do gás na Rússia. Durante a campanha eleitoral, ele foi incorporado à equipe de Trump, como assessor na política exterior.

A ordem de vigilância não virou por enquanto nenhuma acusação. Entrevistado pelo jornal, Page comparou a vigilância da qual foi alvo, em razão da ordem judicial secreta, com a feita pelo FBI e Departamento de Justiça contra o líder do movimento por direitos civis Martin Luther King.

"Isto confirma minhas suspeitas sobre uma vigilância injustificada e politicamente motivada do governo. Não tenho nada que esconder", disse Page. / EFE

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