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Felipe VI assume coroa espanhola e promete 'monarquia renovada'

Novo chefe de Estado destaca também a necessidade de combate ao desemprego dos jovens e à maior harmonia entre regiões do país

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Andrei Netto, Enviado especial,
O Estado de S. Paulo

19 Junho 2014 | 06h53

MADRI - O novo rei da Espanha, Felipe VI, realizou na manhã de hoje, no Parlamento, seu primeiro discurso na posição de chefe de Estado, em substituição a seu pai, Juan Carlos, que abdicou do cargo na quarta-feira. Em um pronunciamento marcado pela sobriedade e pela promessa de responsabilidade, o rei prometeu "uma monarquia renovada para um tempo novo", respondendo ao anseio de mais ética no comando do país.

Felipe VI chegou ao centro de Madri, sitiado pela presença de mais de 7 mil homens das forças de ordem, às 10h30, quando rumou para o Congresso dos Deputados, a câmara baixa do parlamento. Às 10h48, recebeu a faixa vermelha que simboliza a função de general e de chefe supremo das Forças Armadas, e então prestou juramento à Constituição: "Juro desempenhar fielmente minhas funções, preservar a constituição", disse ele, sob o olhar da mulher, das duas filhas e da mãe, mas sem a presença do pai, Juan Carlos, ausente da cerimônia. Após o juramento, o presidente do Congresso, Jesús Posada, anunciou de forma oficial: "Está proclamado rei de Espanha don Felipe de Borbón. Viva o rei! Viva a Espanha!".

Durante seu pronunciamento, Felipe VI deu sinais de preocupação com a situação dos jovens, que mais sofrem com o desemprego, e também com a questão territorial e com os movimentos separatistas na Espanha, mais forte na Catalunha. Mas o cerne de sua elocução foi anunciar uma monarquia sóbria, correta, atendendo aos pedidos de seriedade por parte da opinião pública. "Hoje, mais do que nunca, os cidadãos demandam com toda razão que os princípios morais e éticos inspirem - e a exemplaridade é o primeiro - nossa vida pública", reconheceu. "E o rei, a cabeça do Estado, têm de ser não só uma referência, mas também um servidor dessa justa e legítima exigência dos cidadãos."

A ênfase em um reinado ético pode ser interpretado como uma resposta às críticas que precipitaram a abdicação de Juan Carlos, cuja imagem pública foi abalada por escândalos de corrupção na família real e por atitudes desmedidas em meio à crise econômica do país.

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