Fidel critica Europa em discurso dos 50 anos da revolução

O presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou neste sábado à noite que está renunciando a manter o diálogo político ou receber ajuda humanitária da União Européia em resposta às recentes medidas adotadas pelos europeus contra ilha. "A União Européia se ilude quando diz que o diálogo (com Cuba) deve prosseguir. A soberania e a dignidade de um povo não se discutem com nada, muito menos com um grupo de antigas potências colonialistas, responsabilizadas historicamente pelo tráfico de escravos, saques e extermínio de povos inteiros", disse Castro em discurso de 70 minutos por ocasião do 50º aniversário do ataque ao quartel Moncada, que deu início à revolução comunista. Segundo ele, o governo de Cuba, por "dignidade, renuncia a qualquer ajuda humanitária que possa oferecer a Comunidade Européia". Castro responsabilizou o presidente espanhol José María Aznar, a quem qualificou de ser "uma personagem de estirpe e ideologia fascista", pelas recentes medidas aprovadas pelos europeus contra Cuba.

Agencia Estado,

26 Julho 2003 | 22h23

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