Filho de um yihadista australiano aparece em vídeo com cinturão de explosivos

Nas imagens, o menino de aproximadamente 8 anos está segurando uma faca e uma arma enquanto recita louvores ao Estado Islâmico

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2017 | 04h28

SIDNEY - Um vídeo, interceptado pelos serviços de inteligência da Austrália, mostra o filho de um yihadista australiano com um cinturão de explosivos e espalhando ameaças contra o país, de acordo com a imprensa local deste domingo, 30.

A criança, de aproximadamente 8 anos, aparece com um cinto do Estado Islâmico na cabeça, segurando uma faca e uma arma, e mostrando como matar australianos e não muçulmanos enquanto recita louvores à organização yihadista. O menino responde a perguntas de uma voz em off, entre elas ‘Como mataria um australiano?', segundo informou o jornal Sunday Telegraph de Sidney.

As imagens foram gravadas recentemente na Síria, para onde o pai da criança, Khaled Sharrouf, se mudou há quatro anos para se unir ao EI. Ele foi o primeiro australiano a perder sua nacionalidade em virtude da lei antiterrorista do país.

Os serviços antiterroristas de Nova Gales do Sul disse que está investigando o vídeo. “Não inclui uma ameaça concreta. O atual nível de alerta terrorista nacional continua o mesmo”, disse a polícia do Estado em um comunicado.

Em 2014, Sharrouf levantou uma onda de indignação ao tuitar a foto de um outro filho dele exibindo a cabeça de um soldado sírio decapitado. Depois que a mulher dele, Tara Nettleton, foi dada como morta no ano passado, a mãe de Sharrouf tentou em vão que os cinco filhos do casal voltassem para a Austrália.

Acredita-se que o yihadista tenha morrido em 2015 durante um ataque de drone no Iraque, ainda que alguns meios de comunicação tenham colocado em dúvida sua morte.

A Austrália elevou o nível de alerta terrorista no país em setembro de 2014 e tem aprovado uma série de leis antiterroristas para evitar atentados em seu território. Desde então, o país sofreu quatro ações violentas e desfez outros 12 planos de atentados. /AFP e EFE

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