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Filho mais velho de Fidel se suicida

Segundo o jornal 'Granma', Fidel Castro Díaz-Balart sofria de depressão profunda

O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 23h56

HAVANA - Fidel Castro Díaz-Balart, de 68 anos, filho mais velho do ex-presidente cubano Fidel Castro Ruz, cometeu o suicídio nesta quinta-feira, informou a imprensa estatal cubana.

"O doutor em Ciências Fidel Castro Díaz-Balart, que vinha sendo atendido por um grupo de médicos havia vários meses por um estado depressivo profundo, atentou contra sua vida na manhã de hoje, primeiro de fevereiro", comunicou o jornal estatal Granma.

Uma breve nota lida na TV estatal disse que ele havia permanecido hospitalizado durante um período do tratamento de vários meses a que foi submetido.

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O primogênito de Fidel era conhecido por sua grande semelhança com o pai e pelo apelido de Fidelito.

Físico nuclear que estudou na ex-União Soviética, ele trabalhou como assessor científico do Conselho de Estado de Cuba e foi vice-presidente da Academia de Ciências Cubana. Esteve à frente do programa nuclear da ilha de 1980 até 1992, quando seu próprio pai o destituiu do cargo.

Sua mãe, Mirta Díaz-Balart, era membro da aristocracia de Cuba que se casou com Fidel em 1948 quando ele ainda era estudante de Direito e não havia iniciado a luta revolucionária que o levou, e a seu irmão Raúl, ao poder. O casal se separou em 1954. O ex-líder cubano morreu pouco mais de um ano atrás - em 26 de novembro de 2016. / AFP e REUTERS

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