Filhos de Saddam foram mortos em ataque de 200 militares

Os EUA conseguiram ontem seu maior triunfo no Iraque desde a tomada de Bagdá, em 9 de abril, com uma operação especial que matou os dois filhos do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, Qusay e Uday ? respectivamente n.º 2 e n.º 3 na lista das 55 figuras mais procuradas do antigo regime. Depois de receber uma dica confiável de um informante, cerca de 200 homens da 101.ª Divisão Aerotransportada, com o apoio de forças especiais de uma unidade altamente secreta, denominada Força Tarefa 20, cercaram ontem uma luxuosa mansão de um primo de Saddam, um líder tribal importante na região da cidade de Mossul, cerca de 400 quilômetros ao norte de Bagdá. Houve um feroz combate por aproximadamente quatro horas, durante o qual os militares disseram ter usado metralhadoras, granadas e mísseis antitanque. De dentro da casa, partiam disparos de armas leves. Quatro corpos foram encontrados dentro da mansão: os que seriam de Uday, de 39 anos, e Qusay, de 37 anos, o de um adolescente e o de um guarda-costas. O garoto seria um filho de 14 anos de Qusay, Mustafá, segundo o site da rede americana NBC. Pelo menos um pedestre iraquiano morreu no fogo cruzado e outros cinco ficaram feridos. Dois iraquianos foram capturados e quatro soldados americanos ficaram feridos no combate. A mansão ficou bastante danificada e no telhado pode ver-se um rombo, que teria sido causado por míssil. ?Nós temos certeza de que Uday e Qusay foram mortos hoje?, declarou o comandante das forças americanas no Iraque, general Ricardo Sanchez, ao anunciar as mortes. ?Nós usamos fontes múltiplas para identificar os indivíduos.? Eles foram reconhecidos visualmente e por uma pessoa que os conhecia, disseram altos funcionários. Segundo um funcionário curdo, os filhos de Saddam foram vistos saindo de um carro e entrando apressadamente na casa, no leste da cidade, por volta das 9 horas. Alguém os filmou e entregou o material imediatamente para militares dos EUA, que reconheceram Qusay e Uday. Os americanos já desconfiavam da presença deles na cidade, porque já haviam recebido informações de que eles haviam sido vistos lá. ?Eles morreram num combate feroz?, relatou Sanchez. ?Resistiram à prisão e aos esforços das forças da coalizão para entrar e prendê-los. E foram mortos no tiroteio que se seguiu.?

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 00h04

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