Filhos de vítima do voo 370 processam Malaysia Airlines

Dois adolescentes da Malásia processaram a companhia Malaysia Airlines e o governo local nesta sexta-feira pela morte de pai no voo 370. É a primeira ação no país movida por parentes das pessoas a bordo do avião que desapareceu misteriosamente há oito meses.

Estadão Conteúdo

31 Outubro 2014 | 10h57

Jee Kinson, de 13 anos, e Jee Kinland, de 11 anos, acusaram o Departamento de Aviação Civil de

negligência por não tentar contato com o avião dentro de um prazo razoável depois que ele saiu do radar durante o voo de Kuala Lumpur para Pequim em oito de março, com 239 pessoas a bordo.

A ação movida no Supremo Tribunal de Kuala Lumpur alega que a companhia aérea foi negligente e não tomou todas as medidas cabíveis para garantir um voo seguro. Ela também nomeou os diretores-gerais de Aviação Civil e de Imigração, o chefe da Força Aérea e o governo da Malásia como responsáveis e alegou que eles cometeram negligência e violação de dever.

"Nós esperamos por oito meses. Depois de falar com vários especialistas, creditamos que temos provas suficientes para um caso forte. Um grande avião desaparecido nessa era de tecnologia é realmente inaceitável", afirmou Arunan Selvaraj, advogado responsável pelo caso.

Os garotos estão buscando indenização por sofrimento mental, dor emocional e perda de apoio após o desaparecimento de seu pai, Jee Jing Hang. Selvaraj disse que cabe ao tribunal determinar o valor de qualquer indenização.

Acredita-se que o avião caiu em uma área remota do Oceano Índico, onde as buscas ainda estão em curso. Não foi encontrado qualquer pedaço da aeronave até o momento. Funcionários australianos, que estão coordenando a busca, afirmaram que o processo pode demorar mais de um ano. Fonte: Associated Press.

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