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‘O Lobo de Wall Street’ teria sido financiado por empresa fundada pelo premiê da Malásia

Segundo The Wall Street Journal, parte do financiamento da obra seria do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad, do qual o primeiro-ministro Najib Razak é acusado de roubar milhões de dólares

O Estado de S. Paulo

04 Abril 2016 | 11h31

NOVA YORK - Parte do financiamento do filme "O Lobo de Wall Street" seria supostamente de uma empresa da Malásia, fundada pelo primeiro-ministro do país, informou o jornal The Wall Street Journal.

O premiê malaio, Najib Razak, se encontra cercado por várias acusações de que milhões de dólares teriam sido roubados do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB). Tanto Najib como a companhia negam taxativamente ter cometido delitos.

Segundo a publicação, foram necessários seis anos para produzir o filme em questão porque Hollywood era reticente em investir em um obra sobre a corrupção financeira.

Dirigido por Martin Scorsese e protagonizado por Leonardo DiCaprio, o filme foi realizado com o financiamento de 100 milhões de dólares por parte de uma pequena produtora chamada Red Granite Pictures, que só havia realizado um filme.

Os investidores acreditam que grande parte desse dinheiro veio da 1MDB, uma companhia de investimento fundada em 2009 por Najib com o objetivo de estimular o crescimento econômico da Malásia.

O site da Red Granite Pictures cita Riza Aziz - identificado pelo WSJ como enteado Najib - como cofundador e copresidente da companhia.

Os investigadores acreditam que os 155 milhões de dólares originados da 1MDB foram investidos na Red Granite em 2012 por meio de uma intrincada operação que envolve companhias de fachada offshore, indica o jornal. Najib diz ser vítima de uma conspiração política contra ele.

"O Lobo de Wall Street" se baseia na vida de Jordan Belfort, que nos anos 1990 se converteu em um rico corretor da bolsa da valores que fraudou investidores e levou uma vida dominada pelo sexo e as drogas. Belfort foi preso após declarar-se culpado de fraude e manipulação de ações. /AFP

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