Forças da ONU e polícia tentam conter violência no Haiti

Forças da ONU e policiais haitianos entraram numa favela que havia sido bloqueada por rebeldes leiais ao presidente deposto Jean-Bertrand Aristide no centro da capital, Porto Príncipe, agindo para deter uma ofensiva urbana apelidada de "Operação Bagdá". Ao amanhecer desta quarta-feira, um corpo decapitado jazia numa das ruas da favela de Las Salinas. Um cinegrafista da Associated Press viu um comboio de forças das Nações Unidas passar pelo cadáver. A missão da ONU no Haiti está sob o comando do Brasil. Três policiais foram decapitados semana passada, quando apoiadores de Aristide lançaram uma campanha de guerrilha inspirada nos seqüestros e decapitações do Iraque, a "Operação Bagdá". Pelo menos 19 mortes já foram atribuídas à onda de violência, que espalha o medo pela capital e ameaça paralisar os esforços para alimentar e abrigar os sobreviventes da trágica enchente de Gonaives. A polícia informa ter detido cerca de 500 pessoas para interrogatório na batida realizada na favela de Bel Air, mas não encontrou armas. Ontem, uma dezena de adolescentes e crianças de Bel Air carregou um homem para fora da favela, jogou-o ao chão, crivou-o de balas e tentou decapitar o cadáver, disse o repórter de rádio Ninger Napoleon, que testemunhou a cena.

Agencia Estado,

06 Outubro 2004 | 13h47

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