1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Forças de segurança da Tunísia matam 7 supostos jihadistas escondidos em uma casa

- Atualizado: 09 Março 2016 | 15h 01

Segundo porta-voz do Ministério da Defesa, suspeitos escondidos em Ben Guerdane resistiram com fuzis e outros 16 foram detidos. População local segue sob toque de recolher

TÚNIS - Forças de segurança tunisianas mataram nas últimas horas sete supostos jihadistas na cidade de Ben Guerdane, onde na segunda-feira ocorreu uma tentativa de ataque terrorista no qual 55 pessoas morreram, entre elas agressores, policiais, soldados e civis.

Em comunicado publicado nesta quarta-feira, 9, o Ministério do Interior afirmou que a operação de busca dos envolvidos no ataque prossegue na cidade e nas zonas próximas à fronteira com a Líbia.

Forças de segurança da Tunísia patrulham as ruas de Ben Guerdane apos confronto com jihadistas

Forças de segurança da Tunísia patrulham as ruas de Ben Guerdane apos confronto com jihadistas

O porta-voz do Ministério da Defesa, Belhassen Oueslati, explicou que a operação aconteceu durante a noite na área de Beneri. Segundo ele, os suspeitos haviam se escondido em uma casa e resistiram com fuzis. Oueslati também confirmou a detenção de 16 suspeitos nas operações de terça-feira em Ben Guerdane, cuja população segue sob toque de recolher.

Além disso, duas pessoas que poderiam ter participado ou ajudado os radicais foram detidas nesta quarta-feira na cidade de Nebuel, a 50 km de Túnis, e uma terceira em Kairouan, quarta cidade santa mais sagrada do Islã.

Também na terça-feira, outro suposto jihadista morreu e um foi detido em um ataque das forças de segurança a uma casa na qual haviam se escondido, perto de um imóvel que os terroristas atacaram na segunda-feira. Um dos suspeitos se rendeu ao ser rodeado, enquanto o outro enfrentou as forças de segurança com tiros até ser morto, afirmaram as fontes sem oferecer mais detalhes.

Forças especiais antiterrorista e do Exército rastreiam Ben Guerdane e outras zonas próximas à fronteira com a Líbia desde o início da semana à procura de cúmplices e supostos autores do ataque de segunda-feira.

Na tentativa de ataque, o mais grave sofrido até o momento pelas forças de segurança tunisianas no sul do país, morreram 36 jihadistas, 12 membros das forças de segurança do Estado e 7 civis, segundo números oficiais.

Outros sete supostos atacantes foram detidos e interrogados na segunda-feira, o que permitiu desmantelar três locais de armazenamento de armas e encontrar um caminhão carregado de armamento sofisticado, revelou o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid.

Ben Guerdane, uma das cidades da Tunísia com mais vínculos com o Islã radical, amanheceu nesta quarta-feira sob um clima relativamente calmo, após uma noite na qual, segundo as autoridades, foi respeitado o toque de recolher imposto.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, embora as pesquisas apontem para o braço líbio do grupo jihadista Estado Islâmico, já que grande parte dos agressores se infiltrou a partir desse país. /EFE

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em InternacionalX