Khalid al Mousily/Reuters
Khalid al Mousily/Reuters

Forças de segurança do Iraque tomam ponte em Mossul

Estrutura pode ligar as unidades dos dois lados do Rio Tigre, auxiliando no envio de reforços e suprimentos do lado leste da cidade; milhares de civis fogem dos combates na região

O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2017 | 12h35

MOSSUL, IRAQUE - Forças do Iraque tomaram nesta segunda-feira, 27, uma ponte danificada de Mossul que pode ligar suas unidades dos dois lados do Rio Tigre, enquanto milhares de civis fogem dos combates pelo último bastião do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no oeste da cidade.

Unidades do Exército e da polícia auxiliadas pelos EUA avançaram por bairros povoados do oeste, envolvendo-se em batalhas de rua difíceis, e anunciaram ter tomado a ponte situada no extremo sul de Mossul.

Uma vez consertada, a ponte pode ajudar no envio de reforços e suprimentos do lado leste da cidade, aumentando a pressão sobre os militantes que estão do lado ocidental com 750 mil civis.

As forças iraquianas tomaram o leste de Mossul em janeiro, depois de 100 dias de combate, e lançaram seu ataque sobre os bairros localizados a oeste do Tigre há uma semana.

Uma derrota do EI em Mossul acabaria com a porção iraquiana do califado que o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, declarou em 2014 em partes do Iraque e da Síria. O comandante americano no Iraque disse acreditar que as forças apoiadas pelos EUA irão reconquistar tanto Mossul quanto Raqqa - o bastião dos extremistas na Síria - dentro de seis meses.

Desde que forças do governo irromperam nos limites do sul da cidade na quinta-feira, mais de 10 mil civis fugiram de áreas controladas pelo EI em busca de assistência médica, alimento e água, disseram comandantes iraquianos.

Cerca de 1 mil civis chegaram nas primeiras horas desta segunda-feira ao setor controlado pelo Serviço de Contraterrorismo do Iraque. Os feridos foram levados à clínica da unidade de elite, e os homens passaram por verificação para se ter certeza de que não pertenciam ao Estado Islâmico.

Aqueles que conseguiram escapar tiveram de atravessar o deserto a pé durante ao menos uma hora para alcançar as forças governamentais. / REUTERS

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