AP Photo/John Beck
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Forças iraquianas expulsam EI do aeroporto de Mossul

Operação conjunta entre Exército e militares visa derrubar domínio do Estado Islâmico na região

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2017 | 04h25

ERBIL, IRAQUE - Com apoio militar dos Estados Unidos, as Forças Armadas do Iraque expulsaram ontem militantes do Estado Islâmico (EI) e retomaram o controle do aeroporto de Mossul, horas depois de lançarem uma grande ofensiva contra o grupo extremista que ainda controla a metade oeste da cidade. 

“As Forças de Resposta Rápida e a polícia federal têm o controle integral do aeroporto de Mossul”, noticiou a TV estatal iraquiana após a ofensiva. Segundo a agência Reuters, as forças iraquianas atacaram o aeroporto e trocaram tiros com os combatentes do EI, que usaram carros-bomba para tentar obstruir seu avanço.

Fontes relataram que os militantes utilizaram drones (aeronaves não tripuladas) com bombas para atacar as Forças de Contraterrorismo do Iraque que avançavam do sudoeste da cidade.

“Estamos atacando o Daesh (Estado Islâmico, na sigla mais comum em árabe) com frentes múltiplas para distraí-los e evitar que se reagrupem. É a melhor maneira de acabar com eles rapidamente”, afirmou o capitão da polícia federal, Amir Abdul Kareem, cujas unidades estão lutando perto da base militar de Ghozlani. 

As forças iraquianas já haviam conseguido, no mês passado, retomar o controla da parte leste da cidade. A perda de território pelo EI tem aumentado desde que os Estados Unidos formaram uma coalizão para intensificar o apoio aos combatentes do governo de Bagdá.

A campanha militar contra o EI no Iraque envolve uma força de 100 mil soldados iraquianos, combatentes curdos e milícias xiitas. Ela fez avanços rápidos desde o início do ano, auxiliada por novas táticas e uma coordenação melhor.

De acordo com fontes americanas, quase 2 mil combatentes do EI ainda permanecem entrincheirados na zona oeste de Mossul. O número era avaliado em 5 mil ou 7 mil homens antes do início da ofensiva para retomada do controle da cidade, em 17 de outubro. Perder Mossul pode significar o fim da porção iraquiana do califado, autodeclarado em 2014 pelo líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, no Iraque e na Síria. / REUTERS

 

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