EFE/EPA/MICHEL EULER
EFE/EPA/MICHEL EULER

França atacará Síria novamente se país voltar a usar armas químicas, adverte ministro

Chanceler Jean-Yves Le Drian lembra que ‘em agosto de 2013 o regime de Bashar Assad havia se comprometido a destruir todo seu arsenal químico’, mas ‘claramente’ não o fez

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 14h33

PARIS - O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, afirmou que "tudo sugere" que a Síria não tem mais capacidades para fabricar armas químicas. Ainda assim, ele advertiu que se Damasco voltar a utilizá-las, a França e seus aliados não hesitarão em atacar novamente.

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Em uma entrevista à rádio France Info, Le Drian lembrou que "em agosto de 2013 o regime de Bashar Assad havia se comprometido a destruir todo seu arsenal químico". "No entanto, claramente, não destruiu tudo", disse.

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"Mas está claro para Bashar Assad que se, por acaso, atravessar novamente esta linha vermelha, a resposta será idêntica", completou o chefe da diplomacia francesa. "O tema é a arma química. Não declaramos guerra a Bashar Assad ou a seus aliados. Simplesmente garantimos que a arma química não volte a ser utilizada", completou.

EUA, França e Reino Unido realizaram no sábado um ataque contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em represália a um suposto ataque químico atribuído ao regime sírio e que teria provocado as mortes de pelo menos 40 pessoas.

Os ataques de sábado foram a primeira operação militar de envergadura ordenada pelo mandatário francês, Emmanuel Macron, que assumiu a presidência há menos de um ano. Em 2017, ele afirmou que o uso de armas químicas representaria o cruzamento de uma "linha vermelha" e que provocaria uma "resposta imediata" da França.

Ainda nesta terça-feira, Macron indicou que os ataques aéreos contra instalações de armas químicas na Síria foram "pela honra da comunidade internacional". "Três países intervieram e - permitam-me ser franco, honesto - isso foi pela honra da comunidade internacional", disse ele na Eurocâmara. / AFP

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