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França deixará refugiados seguirem para Grã-Bretanha se britânicos saírem da UE

- Atualizado: 03 Março 2016 | 16h 08

Ministro de Economia francês disse que deve criar obstáculos para o comércio bilateral e acabar com as inspeções britânicas nas fronteiras para deter os imigrantes

EDINBURGO - Se a Grã-Bretanha decidir que quer sair da União Europeia em um referendo marcado para junho, a França permitirá que imigrantes sigam para o território britânico retirando os controles de fronteiras e estendendo o tapete vermelho para os banqueiros em fuga de Londres, disse o ministro da Economia francês, Emmanuel Macron.

"No dia em que esta relação se desfizer, os imigrantes não ficarão mais em Calais (porto francês de acesso ao Canal da Mancha), e o passaporte financeiro não funcionará tão bem", afirmou Macron ao jornal Financial Times antes de uma cúpula de segurança anglo-francesa.

Retrospectiva 2015: crise migratória pelo mundo
AP Photo/Christian Bruna
Crise migratória pelo mundo em 2015

Imigrantes rumam para a Áustria ao longo da fronteira com a Hungria. No final de setembro, o ministro de Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, propôs um sistema de cotas globais para os imigrantes que entravam na Europa, sugerindo que os países responsáveis pela turbulência no Oriente Médio deveriam ajudar mais

Macron acrescentou que também podem ser criados obstáculos para o comércio bilateral, e que um acordo que permite à Grã-Bretanha realizar inspeções nas fronteiras para deter imigrantes indesejados do lado francês do Canal também pode ser desfeito.

Repetindo o convite feito pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, para que empresas francesas se mudassem para seu país quando a França elevou impostos em 2012, Macron disse: "Se eu raciocinasse como aqueles que estendem tapetes vermelhos, diria que podemos ter alguns repatriados da City de Londres (o coração financeiro da capital inglesa)."

Ele acrescentou que, se os eleitores britânicos rejeitarem a permanência no bloco, a "energia coletiva (da União Europeia) seria gasta na quebra dos laços existentes, e não na recriação de novos”. /REUTERS

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