CHRISTOPHE ENA/AFP
CHRISTOPHE ENA/AFP

França encontra apenas a carcaça da segunda caixa-preta de Airbus

Em discurso perto do local do acidente, presidente Hollande explicou que a parte onde os dados são gravados ainda está desaparecida

O Estado de S. Paulo

25 Março 2015 | 14h57

SEYNE-LES-ALPES, FRANÇA - O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta quarta-feira, 25, que foi encontrada a carcaça da segunda caixa-preta do avião Airbus A320 da Germanwings que caiu nos Alpes, mas não o seu conteúdo, que continua sendo procurado.

Em discurso feito conjuntamente aos chefes de governo de Espanha, Mariano Rajoy, e da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, Hollande prometeu que as circunstâncias do acidente serão esclarecidas e divulgadas.

A tragédia deixou 150 mortos. O avião fazia o trajeto entre Barcelona e Dusseldorf. Os passageiros do voo eram de cerca de 15 nacionalidades diferentes, a maioria alemães e espanhóis.

A primeira caixa-preta, que foi encontrada danificada, já está sendo analisada em Paris pelo organismo de investigação aérea (BEA). No entanto, Hollande pediu paciência porque a análise será "difícil". 

O presidente francês assegurou que os soldados que estão no lugar da queda continuarão a busca pelo conteúdo da segunda caixa-preta até ela ser encontrada. "Necessitamos compreender o que se passou, devemos isto às famílias e países afetados. A França empreendeu grandes recursos na investigação para que possamos saber tudo. Infelizmente temos certa experiência."

Para Hollande, o deslocamento da população local e dos serviços públicos como a Gendarmaria e bombeiros foi "uma mostra de solidariedade e grande eficácia, apesar de infelizmente não haver possibilidade de se achar sobreviventes".

Antes do pronunciamento, Hollande, Rajoy e Merkel visitaram a capela instalada na cidade de Seyne-les-Alpes, próximo ao lugar do acidente, onde cumprimentaram os integrantes das equipes de resgate. / EFE

Mais conteúdo sobre:
França Hollande Airbus A320 Germanwings

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.