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Reprodução/Le Soir/Facebook

França identifica 8º autor dos atentados terroristas em Paris

Chakib Akrouh, belga de 25 anos, participou dos ataques em 13 de novembro e detonou colete de explosivos cinco dias depois durante cerco policial em Saint-Denis no qual outros dois suspeitos morreram

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O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2016 | 11h27

PARIS - O suicida que explodiu o apartamento em Saint-Denis no qual se entrincheiraram vários jihadistas após os atentados de 13 de novembro em Paris é um homem nascido na Bélgica e identificado como Chakib Akrouh, informou na quinta-feira a procuradoria da França.

O terrorista, nascido em 27 de agosto de 1990, também tem nacionalidade marroquina e pôde ser identificado graças à comparação de seu DNA com o de sua mãe, indicou a procuradoria em comunicado. Nesta sexta-feira, 15, procuradoria federal da Bélgica afirmou que Chakib Akrouh partiu para combater na Síria no início de 2013 onde se juntou ao grupo Estado Islâmico (EI). 

"Foram colhidas amostras de DNA da mãe do envolvido em 17 de dezembro de 2015 e comparando-a com as amostras de DNA retiradas do local da explosão em St. Denis confirmamos a identidade de Chakib Akrouh, nascido em Berchem-Sainte-Agathe (uma comuna de Bruxelas)", indicou a procuradoria de Bruxelas. 

Ele também foi identificado por meio de fotografias tiradas na noite dos ataques em Paris. "A análise das fotos da pessoa vista ao lado de Abdelhamid Abbaoud no metro de Paris, em 13 de novembro de 2015 às 22h14, após os ataques em Paris, permitiu que os investigadores da Polícia Federal Judicial ligassem, em 17 de dezembro 2015, ao nome de Chakib Akrouh",explica o comunicado belga.

Originário do bairro de Molenbeek, em Bruxelas, Chakib Akrouh tinha sido condenado à revelia a cinco anos de prisão pelo Tribunal Penal de Bruxelas em 29 de julho de 2015 por ter "participado das atividades de um grupo terrorista entre 30 de novembro de 2012 e 15 de fevereiro 2015", segundo o comunicado.

Neste mesmo julgamento de uma grande rede jihadista síria, Abdelhamid Abaaoud, o suposto organizador dos atentados em Paris, foi condenado a 20 anos de prisão.

Segundo a procuradoria belga, Chakib Akrouh, partiu em 4 de janeiro de 2013 do aeroporto de Bruxelas-Zaventem para a Turquia, após ter reservado uma passagem de ida para Istambul. "A investigação constatou a sua presença na Síria desde janeiro de 2013, onde se juntou ao katiba (unidade de combate) Al-Muhajirin, em seguida, ao Estado Islâmico no Iraque e do Levante", o antigo nome do EI, de acordo com o comunicado.

Caçada. No cerco policial a esse apartamento na periferia da capital francesa, realizado em 18 de novembro, morreram também o suposto cérebro dos ataques, Abdelhamid Abaaoud, e sua prima, Hasna Aitboulahcen. Oito pessoas foram detidas.

A procuradoria francesa revelou esse mês suas suspeitas que Abaaoud e seu cúmplice planejavam um ataque suicida no bairro de negócios parisiense de La Défense, dias depois desses primeiros atentados, que deixaram 130 mortos e 350 feridos.

Esses dois homens tinham coletes de explosivos - um deles acionado durante o cerco das forças da ordem - com os quais os investigadores acreditam que eles cometeriam a ação em La Défense esse mesmo dia ou no seguinte, 19 de novembro.

Como apontou a procuradoria em novembro, os dois teriam feito parte de um dos comandos dos atentados de Paris de 13 novembro, concretamente o que atacou vários bares e restaurantes ao leste da praça da República, nos quais morreram 40 pessoas e outras dezenas ficaram feriadas.

A pessoa que lhes emprestou o apartamento, Jawad Bendaoud, com uma grande ficha criminal que inclui a morte de um homem, foi acusado em 24 de novembro por vários crimes, incluindo terrorismo, já que os investigadores acreditam que estava ciente de que as pessoas que abrigava quem eram jihadistas. / EFE, AFP, REUTERS e NYT

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