AFP PHOTO / Mohamed al-Bakour
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França solicita reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após suposto ataque químico na Síria

Ministro francês das Relações Exteriores disse em comunicado que ‘o uso de armas químicas constitui uma violação inaceitável da Convenção' que proíbe o uso desse tipo de armamento

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 10h39

PARIS - Autoridades francesas solicitaram nesta terça-feira, 4, uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após o suposto ataque químico contra a cidade síria de Khan Shikhoun, na Província de Idlib, no norte da Síria.

"O uso de armas químicas constitui uma violação inaceitável da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e um novo reflexo da barbárie da qual a população síria é vítima há tantos anos", declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, em comunicado.

A reação acontece após o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informar a morte de pelo menos 58 pessoas, entre elas 11 crianças, em razão de um bombardeio realizado por aviões não identificados em Khan Shikhoun, controlada por opositores.

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança opositora, acusou em comunicado aviões governamentais de terem bombardeado a população da cidade com projéteis que continham gás sarin, classificado como arma de destruição em massa.

A Rússia negou categoricamente que sua aviação tenha bombardeado Khan Shikhoun. "Os aviões das forças aéreas da Rússia não efetuaram ataque na região em torno da cidade de Khan Shikhoun, na Província de Idlib", informou o Ministério da Defesa russo em comunicado.

"Condeno com veemência esse ato desprezível", acrescentou Ayrault, que pediu que cada um "assuma suas responsabilidades" perante fatos "de tamanha gravidade e uma afronta à segurança internacional".

Ayrault lembrou que desde o início do conflito sírio, em 2011, a França sempre cooperou com a comunidade internacional para que o uso de armas químicas na Síria fosse esclarecido.

A França, segundo sua nota, apoia os mecanismos de investigação da ONU e da Organização para a Proibição das Armas Químicas e impulsionou, junto ao Reino Unido, um projeto de resolução que tentava impor sanções ao regime sírio pelo uso dessas armas, mas que acabou sendo vetado por Rússia e China. / EFE

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