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Frio intenso nos EUA pode chegar a -35°C

Agência Estado

05 Janeiro 2014 | 17h 36

Fenômeno conhecido como 'vortex polar' pode provocar fechamento de escolas e cancelamento de voos

Temperaturas que não eram vistas há anos devem alcançar recordes de baixa nos próximos dias nos EUA, criando condições difíceis para viagens e motivando escolas a fecharem as portas. O frio intenso vai afetar mais da metade do país a partir desde domingo e durante os próximos dois dias.

Um fenômeno conhecido como "vortex polar" - um bloco de ar frio e denso - está por trás da assustadora previsão de tempo para algumas regiões do país: -31ºC em North Dakota, -35ºC em Minnesota e -26ºC nas cidades de Indianapolis e Chicago.

"É um frio perigoso", alertou o meteorologista Butch Dye.

O mau tempo já criou problemas para quem tentou viajar neste domingo. Na cidade de Nova York, um avião de Toronto que tentou pousar no aeroporto JFK escorregou para fora da pista. Não houve feridos, mas o aeroporto suspendeu temporariamente suas operações devido ao gelo na pista.

Mike Duell, do site FlightAware.com, disse neste sábado que devem haver cancelamentos e atrasos de voos devido ao frio nos próximos dias.

O frio não chegava a esse ponto em quase duas décadas em muitas partes dos EUA. Devido a isso, muitos médicos estão lembrando a população de que a hipotermia pode ocorrer rapidamente em temperaturas mais baixas que -26ºC. "Uma pessoa sem a vestimenta apropriada pode morrer facilmente nesta temperatura", alertou o meteorologista Scott Truett.  

Derrapamento. Um avião derrapou em uma das pistas do aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, indo parar sobre a neve enquanto taxiava após o pouso no domingo, disseram autoridades federais. Ninguém ficou ferido.

O jato Bombardier CRJ, vindo de Toronto, posou às 11h (horário de Brasília) e saia da pista de pouso em direção à uma área de taxiamento quando deslizou, disse a porta-voz da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) Kathleen Bergen.

 (Fonte: Associated Press e Reuters)