REUTERS/Simon Newman
REUTERS/Simon Newman

Funcionários da ONG Oxfam são acusados de contratar prostitutas no Haiti

Elas teriam sido convidadas a casas e hospedagens pagas pela organização; grupo nega que tenha havido um ‘encobrimento’ para proteger sua reputação

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 14h54

LONDRES - Alguns funcionários da ONG Oxfam contrataram prostitutas no Haiti durante a operação de ajuda após o terremoto que destruiu o país, denunciou nesta sexta-feira, 9, um jornal britânico. A organização nega que tenha havido encobrimento do caso.

+ Um ano depois do furacão Matthew, Haiti está mais vulnerável que nunca

Segundo o jornal The Times, depois do terremoto de 2010 que devastou a ilha e deixou cerca de 300 mil mortos, um funcionário de alto cargo na organização contratou jovens prostitutas. Grupos delas foram convidados a casas e hospedagens pagas pela ONG para participar de festas sexuais, segundo uma fonte que alegou ter visto imagens de uma "orgia" na qual as prostitutas usavam camisetas da Oxfam.

+ Brasil deixa o Haiti e é convidado para nova missão de paz

A organização lançou uma investigação interna em 2011 que determinou que havia uma "cultura da impunidade" entre alguns funcionários, mas foi incapaz de saber se algumas das prostitutas eram menores de idade, informou o jornal.

A publicação afirmou que o diretor da Oxfam para o Haiti, Roland van Hauwermeiren, renunciou sem que houvesse ação disciplinar, apesar de ter supostamente admitido que contratou prostitutas.

Em resposta à publicação, a Oxfam negou estar por trás de um "encobrimento" para proteger sua reputação. "A Oxfam administra as acusações de má conduta com extrema seriedade", disse um porta-voz da ONG.

A Oxfam admitiu que houve acusações de envolvimento de meninas menores de idade, mas disse que estas "não foram provadas". "Vários membros da equipe foram despedidos como resultado da investigação e outros deixaram a organização antes que ela fosse concluída", indicou a representante. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.