Franck Fife/AFP
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Funcionários do Partido Comunista Chinês terão que informar bens e viagens

Lei afetará funcionários e dirigentes de todos os escalões da instituição

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2017 | 04h30

XANGAI - Os funcionários chineses terão que proporcionar informação pessoal ao Partido Comunista da China (PCCh) com seus ativos, investimentos ou suas viagens ao exterior depois de uma nova regulação mais restrita que busca lutar contra a corrupção, informou a agência oficial Xinhua nesta quinta-feira, 20. 

As normas, emitidas conjuntamente pelo Comitê Central do PCCh e pelo Conselho de Estado exigem também que sejam informados o estado civil, os bens da família, os antecedentes criminais e quaisquer outro tipo de dinheiro que recebam.

A lei afetará dirigentes e funcionários de todos os níveis. Haverá verificações aleatórias e as penas para declarações falsas serão endurecidas. "A informação pessoal é uma avaliação importante da lealdade e do comrpomisso com o código de conduta do Partido", disse o Comitê Central do PCCh em comunicado. 

Segundo dados da Xinhua, mais de 9,1 mil funcionários ocultaram informações pessoais, enquanto 124,8 mil foram punidos por terem feito declarações falsas. 

Recentemente a Comissão de Inspeção e Disciplina do PCCh tornou pública uma normativa que regula a atividade dos altos funcionários do partido em redes sociais e na internet. Entre outros temas, é proibido receber dinheiro por meio de celulares ou abrir lojas on-line. / EFE

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