Matt McClain / Washington Post
Matt McClain / Washington Post

Irma perde força e é rebaixada para depressão tropical ao avançar pelo sudeste dos EUA

Habitantes da Flórida começaram a avaliar os danos em suas propriedades; furacão José também enfraqueceu e foi rebaixado para categoria 1

O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 05h20
Atualizado 12 Setembro 2017 | 08h28

MIAMI - A tempestade Irma, que deixou um rastro de destruição e vítimas em Cuba e no Caribe, perdeu força e, na noite de segunda-feira 11, passou para depressão tropical em seu avanço pelo sudeste dos EUA, segundo informou o Centro Nacional de Furacões (CNH) do país.

O número de mortos após a passagem do fenômeno chega a mais de 40, após as 10 vítimas descobertas em Cuba no fim de semana e de outras 27 reportadas em várias ilhas caribenhas. Outras duas pessoas morreram em acidentes de trânsito provocados por Irma na Flórida, detalharam as autoridades.

No Caribe, os residentes tentam voltar à normalidade apesar dos enormes danos de infraestrutura, enquanto os EUA, França, Holanda e Reino Unido buscam ajudar seus territórios de ultramar, gravemente afetados. 

Os habitantes da Flórida começaram na segunda-feira a avaliar os danos em suas propriedades, que pareciam inicialmente menores que o esperado. No extremo sul do Estado, o panorama era muito diferente. Após sobrevoar a área, o governador Rick Scott disse que ela tinha ficado "devastada" e os estacionamentos de trailers destruídos. Cerca de 6,5 milhões de pessoas continuavam sem eletricidade na região, apontou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu viajar à Flórida "muito em breve", aprovou a declaração de catástrofe natural, que permite desbloquear fundos federais de ajuda aos atingidos. No entanto, o custo estimado dos danos foi revisado para baixo na segunda-feira, de cerca de US$ 100 bilhões para entre US$ 20 e US$ 40 bilhões, após o furacão mudar de trajetória sem impactar diretamente a costa leste da Flórida.

José

O furacão José foi rebaixado para categoria 1 e continuará enfraquecendo nos próximos dois dias, enquanto circula ao nordeste das Bahamas, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).

Às 23h00 (locais) de segunda-feira, o fenômeno registrava ventos máximos de até 140 km/h e avançava a uma velocidade de 9 km/h em direção ao nordeste dos EUA. / AFP, REUTERS e EFE

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