Sgt. Keonaona C. Paulo/U.S. Marine Corps/Handout via Reuters
Sgt. Keonaona C. Paulo/U.S. Marine Corps/Handout via Reuters

Fuzileiros navais dos EUA retornam à província afegã após três anos

Cerca de 300 homens devem chegar nas próximas semanas para auxiliar Exército dos EUA e a polícia afegã

O Estado de S.Paulo

29 Abril 2017 | 04h54

LASHKAR GAH - Membros da Marinha norte-americana retornaram para uma base da província afegã de Helmand, controlada em parte pelo Taleban e da qual os Estados Unidos se retiraram 2014, quando acabou a missão de combate da OTAN.         

A volta será marcada por uma cerimônia na qual participará o chefe das Forças Armadas dos EUA no Afeganistão, o general John Nicholson. Espera-se a chegada de mais 300 fuzileiros navais nas próximas semanas, afirmou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O envio deste destacamento estava previsto nas rotações do Exército dos EUA, que tem 8.400 homens no país, principalmente em apoio às forças afegãs na luta contra os combatentes islâmicos. Apesar disso, cerca de 2.150 atuam em missões contra grupos acusados de terroristas. 

Desta vez não se prevê que os "Marines" participem diretamente do combate contra os rebeldes. Seu trabalho consistirá em treinar e assessorar o Exército e a polícia do Afeganistão.

Na província de Helmand, na fronteira com o Paquistão, Estados Unidos e Reino Unido tiveram centenas de baixas no passado. 

Helmand é a província onde se cultiva a papoula, de onde se extrai o ópio, droga por meio da qual o Taleban obtém a maior parte de sua renda. O grupo instituiu taxas aos proprietários das plantações. O Taleban ameaça frequentemente apropriar-se da capital da província, Lashkar-Gah. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.