AFP PHOTO / Vincenzo PINTO
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G-7 não consegue consenso sobre novas sanções contra Síria e Rússia

Chanceleres de Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália decidiram fomentar uma solução 'política e não militar' para o conflito e rejeitaram punir Damasco ou Moscou, como propôs o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2017 | 11h44

LUCCA, ITÁLIA - Os chanceleres dos países do G-7 reunidos nesta terça-feira, 11, em Lucca, na Itália, concordaram em fomentar uma solução "política e não militar" para o conflito na Síria com a participação ativa da Rússia e da comunidade internacional e rejeitaram a proposta britânica de impor novas sanções contra a Síria ou a Moscou por seu apoio a Bashar Assad.

O ministro de Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, que presidiu o encontro, disse que "não existe uma solução puramente militar para o conflito na Síria", mas sim uma solução política que depende de "favorecer uma nova Constituição e um processo político que leve a eleições que coloque nas mãos dos sírios o futuro do país".

"Precisamos dialogar com a Rússia, evitando isolá-la, e também encorajando (o presidente russo, Vladimir) Putin a encerrar seu apoio ao regime do presidente sírio", disse Alfano. "A Rússia tem toda a força para pressionar Assad para que decrete um cessar-fogo", completou o chanceler.

Na véspera, o chanceler britânico, Boris Johnson, cogitou a possibilidade de aplicar nova sanções "aos responsáveis militares russos envolvidos na coordenação de operações na Síria por serem cúmplices dos comportamentos atrozes cometidos pelo regime de Assad".

Para o chefe da diplomacia italiana, Moscou pode desempenhar um papel decisivo no processo de transição política na Síria. Alfano disse que esta será a mensagem que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, levará ao seu colega russo, Seguei Lavrov, quando os dois se reunirem nesta terça-feira.

Outros assuntos. Os chanceleres do G-7 também discutiram outros assuntos na reunião em Lucca, como a crise na Líbia e a necessidade de estabilizar o país, a crise na Ucrânia, a não proliferação de armas e a preocupação com o desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte.

Além disso, sobre o terrorismo jihadista, eles afirmaram em comunicado conjunto que "a resposta não pode ser apenas militar, mas também é necessário trocar informações entre os Estados". Os países destacaram ainda a preocupação com a "segurança informática" para frear o recrutamento de combatentes pela internet. / EFE, AP e AFP

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