AP Photo/Ramon Espinosa
AP Photo/Ramon Espinosa

Google fecha acordo para acelerar acesso à internet em Cuba 

Medida permitirá navegar com mais velocidade pelos produtos da empresa, como Gmail e YouTube 

O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2016 | 19h15

HAVANA - A americana Google e a Empresa Estatal de Telecomunicações de Cuba (Etecsa) assinaram nesta segunda-feira, 12, em Havana um acordo para melhorar a velocidade de acesso a produtos como Gmail e YouTube, uma tímida melhora no precário sistema de navegação da rede na ilha. Cuba é um dos países com taxas mais baixas de conectividade. 

O documento foi formulado no dia 23 e assinado hoje na capital cubana pelo presidente-executivo da Google, Eric Schmidt, e a presidente da Etecsa, Mayra Arevich. O acordo possibilitará o acesso a uma rede de servidores chamada Google Global Cache, que armazena conteúdo de produtos populares e de uso amplo. Até então, o acesso a eles não era permitido na ilha. 

“Esse acordo permite à Etecsa utilizar nossa tecnologia para reduzir o tempo ao entregar de alguns de nossos conteúdos mais populares e de maior tamanho de banda, como os vídeos de YouTube”, afirmou a empresa americana em comunicado. 

A presença da Google na ilha remonta ao ano de 2014, poucos meses antes da retomada diplomática entre Cuba e EUA, quando a empresa lançou pela a primeira vez produtos como Chrome e Analytics. 

Desde o início do degelo das relações, os EUA têm expressado seu interesse para que se abra o acesso à internet em Cuba e, para isso, tem flexibilizado algumas restrições do embargo econômico que impõe à ilha. No entanto, autoridades cubanas ressaltam que essas medidas têm um alcance limitado e o “bloqueio” segue vigente, dificultando a aquisição de software e tecnologias da informação. 

Em março, a Google abriu, em fase de teste, seu primeiro centro tecnológico em Havana. No local, é oferecido acesso gratuito a uma conexão muito mais veloz do que no restante do país e onde é possível utilizar produtos de última geração da companhia.

Em Cuba, o acesso à internet nas residências é proibido e somente é possível para profissionais como jornalistas, advogados ou acadêmicos com uma autorização do governo. Mas, desde julho de 2015, têm sido habilitados em toda a ilha pontos de conexão WiFi em lugares públicos com conexão a US$ 2 por hora. / AP e EFE 

Mais conteúdo sobre:
Cuba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.