Gov. do Texas pede mais medidas para monitor ebola

O governador do Texas, Rick Perry, pediu nesta segunda-feira que as autoridades federais aumentem as medidas para tentar detectar pessoas com ebola em todos os pontos de entrada do país e anunciou a criação de uma força-tarefa para avaliar e melhorar a capacidade do Estado de responder a doenças pandêmicas.

Estadão Conteúdo

06 Outubro 2014 | 15h05

Falando no prédio do Capitólio texano, o governador republicano e potencial candidato à presidência em 2016, disse que o Texas "aprendeu muito a respeito dos desafios únicos apresentados por situações como esta e é importante que continuemos a adaptar nossas respostas".

Perry nomeou o doutor Brett Giroir, executivo-chefe do Texas A&M Health Science Center, para liderar a força-tarefa. O grupo vai avaliar a prontidão dos hospitais do Estado para o tratamento de pacientes expostos ao vírus do ebola e oferecer recomendações para monitorar pessoas que entrem em contato com alguém que tenha apresentado sintomas da doença.

Ele também recomendou que funcionários da alfândega federal e de patrulha de fronteira comecem imediatamente a intensificar a triagem de todos os pontos de entrada do país, o que pode incluir a medição de temperatura das pessoas que chegam ao território norte-americano, além de pedir medidas adicionais para viajantes que cheguem de países afetados pelo vírus do Ebola.

"Washington precisa adotar medidas imediatas para minimizar os perigos do ebola e de doenças infecciosas", disse ele.

As declarações de Perry foram feitas em meio a críticas a respeito do desastrado diagnóstico do primeiro caso de ebola em solo norte-americano. O caso aconteceu na semana passada em Dallas, quando um homem com sintomas da doença foi mandado de volta para casas por um hospital. O paciente, Thomas Eric Duncan, que havia chegado recentemente da Libéria, foi internado três dia mais tarde, em 28 de setembro, quando voltou numa ambulância, depois de seus sintomas terem piorado.

"Erros foram cometidos, mas o processo está em andamento", disse Perry. "Não temos um surto."

Autoridades norte-americanas também expressaram confiança de que os Estados Unidos não sofrerão um grande surto de ebola como resultado do caso de Dallas.

Funcionários da saúde monitoram um grupo de cerca de 48 pessoas que podem ter sido expostas ao vírus do ebola por meio de contato com Duncan, o primeiro paciente a ser diagnosticado com o vírus nos Estados Unidos, ou pessoas que estiveram em contato com ele.

A grande maioria das pessoas que são monitoradas não estão sob quarentena, o que significa que são livres para se movimentar, contanto que se apresentem para verificações de saúde, diariamente, por 21 dias, o período máximo de incubação do ebola. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
EUA ebola ações federais monitoramento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.