AFP PHOTO / FEDERICO PARRA
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Governo da Venezuela rejeitou doação de remédios do Brasil

Em carta enviada para a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, Michel Temer disse que País ofereceu ajuda humanitária, incluindo o envio de medicamentos, mas Caracas não aceitou a proposta

O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2017 | 15h06

CARACAS - O governo venezuelano rejeitou uma oferta de ajuda humanitária oferecida pelo Brasil que incluía o envio de remédios que estão em falta no país, informou o presidente Michel Temer, em carta divulgada nesta terça-feira, 7, pela Assembleia Nacional venezuelana.

"Oferecemos ajuda humanitária, em particular inclusive pela doação de remédios. Infelizmente a oferta não foi aceita", diz a carta assinada por Temer, em resposta a um comunicado do presidente da Câmara venezuelana, o opositor Julio Borges. O presidente brasileiro afirmou que seu governo, considerado "de fato" por Caracas, segue disposto "a contribuir na medida do possível" para aliviar a grave crise que atravessa a Venezuela "no mais absoluto respeito" à sua soberania.

"Reafirmo que é com especial preocupação que acompanhamos a situação da Venezuela (...) Saibam nossos concidadãos que o Brasil está e sempre estará ao lado do povo irmão venezuelano", acrescentou Temer, que também expressou votos de sua "mais alta consideração" a Borges e a todos os membros do parlamento, controlado pela oposição.

Em junho de 2015, o governo de Nicolás Maduro enviou ao Brasil uma comissão formada por três ministros e pelo então presidente da assembleia, o chavista Diosdado Cabello, em busca de alianças para importar remédios em falta na Venezuela.

No entanto, após o processo político que em agosto de 2016 destituiu Dilma Rousseff da presidência, o governo socialista mudou o tom em suas relações com o Brasil e Maduro questionou em várias ocasiões a legitimidade de Temer. Em dezembro, o líder venezuelano disse que seu homólogo brasileiro é um "sicário" e comete um "crime social" por, supostamente, tirar do povo os direitos ao emprego, à saúde pública e à educação. / EFE

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