Michael Reynolds/EFE
Michael Reynolds/EFE

Governo do México nega ameaça de Trump a ‘homens maus’

Chancelaria mexicana divulgou nota repudiando o que chamou de 'informações falsas' publicadas pela imprensa

O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2017 | 03h31

CIDADE DO MÉXICO - O governo do México desmentiu nesta quarta-feira, 1º, reportagens sobre "humilhações e ameaças" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao seu homólogo mexicano, Enrique Peña Nieto, supostamente feitas durante uma conversa telefônica.

A diretora de Comunicação da Secretaria de Relações Exteriores mexicana, Claudia Algorri, assegurou em um texto publicado no Twitter que as reportagens carecem de sustentação e que o tom das conversas entre os presidentes na sexta-feira, 27, foi "construtivo".

No documento, a funcionária assegurou que a informação publicada "está baseada em absolutas falsidades e com evidente má intenção".

"Durante a ligação, o presidente Peña Nieto foi claro e enfático em assinalar as diferenças de posições a respeito de algumas informações feitas pelo presidente Trump em público e que foram repetidas durante seu diálogo", escreveu a chefe da comunicação da chancelaria mexicana. 

"O tom foi construtivo, se chegou a um acordo entre os presidentes de seguir trabalhando e foi assegurado que as equipes dos países se reúnam de maneira frequente para construir um acordo que seja positivo para o México e os Estados Unidos."

As reportagens, que foram publicadas em diversos veículos de imprensa norte-americanos, indicam que Trump ameaçou na conversa telefônica enviar soldados americanos para conter os "bad hombres" (homens maus), a menos que o Exército mexicano tome mais medidas para controlá-los. "Vamos construir o muro e vocês vão pagar, gostem ou não", teria falado o presidente dos Estados Unidos.

O porta-voz da Presidência do México, Eduardo Sánchez, também negou a ameaça de Trump a Peña Nieto. "Isto é absolutamente falso", afirmou, em entrevista ao canal mexicano Milenio Televisión.

De acordo com Sánchez, Peña Nieto sublinhou durante sua conversa com Trump que "a capacidade dos grupos de narcotraficantes em nosso país está alimentada pela introdução ilegal de armas e dinheiro vivo a partir dos Estados Unidos". / EFE

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