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Entrevista. Óscar Iván Zuluaga

A quatro dias da eleição, candidato opositor critica o modo como o governo de Santos negocia com as Farc e acredita em vitória

‘Governo está fazendo política com a paz’

Fernanda Simas

11 Junho 2014 | 23h 50

A quatro dias da eleição presidencial na Colômbia, o candidato opositor Óscar Iván Zuluaga voltou a criticar o modo como o governo de Juan Manuel Santos negocia a paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e acredita que pode repetir a vitória do primeiro turno. “Se as Farc querem a paz, precisam parar com toda ação criminosa”, disse ao Estado, em entrevista concedida por e-mail.

Leonardo Muñoz/EFE
Candidato apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe acredita que repetirá vitória obtida no 1º turno

Como o sr. analisa a maior votação no primeiro turno?

Estamos fazendo uma campanha com todos os argumentos e com todo o entusiasmo para alcançar nosso objetivo que é ganhar a eleição no domingo. Esperamos o apoio de milhões de pessoas de outros setores. Construímos um programa de solução para os colombianos e isso permitiu ganharmos o apoio de cidadãos em todas as regiões do país. A coerência e a perseverança em nossas propostas explicam o resultado do primeiro turno.

Estou pronto para tentar alcançar a paz negociada, mas com condições e isso se aplica às Farc, ao ELN e a todos criminosos

Se eleito, o que o sr. fará sobre as negociações de paz?

Estão fazendo política com a paz. É suspeito que a poucos dias da eleição, o governo, em uma atitude desesperada, utilize a paz em sua campanha, é um mau precedente para o país. Estou pronto para tentar alcançar a paz negociada, mas com condições e isso se aplica às Farc, ao ELN e a todos criminosos. Já dissemos que só é possível negociar quando existe vontade real de alcançar a paz e isso só é evidenciado com o fim da ação criminosa e terrorista. Concordamos em negociar sempre que essa condição for cumprida. Apoio a busca da paz negociada, mas é preciso haver condições. Se as Farc querem a paz, precisam parar com toda ação criminosa. Nenhum colombiano vai entender a negociação se o recrutamento de crianças continua, policiais e soldados são mortos, camponeses são mortos com minas e continuam ocorrendo ataques contra estruturas energéticas. Depois de tantos anos, as Farc precisam dar sinais claros de que desejam a paz.

Quais as outras mudanças que o sr. pretende fazer no país?

Minha proposta de governo visa a recuperar os valores da sociedade colombiana: proteger a vida, fomentar o pluralismo e a inclusão, garantir a igualdade de oportunidades, administrar o dinheiro público com honestidade e cuidar do ambiente como gerador de riqueza. A verdadeira paz se constrói com mais segurança e mais justiça, não a partir de impunidade e privilégios políticos para aqueles que violam as leis. 

Quais as propostas para educação e mercado de trabalho?

Todas as crianças merecem uma educação de boa qualidade. Faremos uma revolução educativa, colocando em prática uma jornada única, das 8 horas até 16 horas, em todos os colégios públicos do país, com alimentação incluída. Vamos fortalecer o Sena (Sistema Nacional de Aprendizagem) para dar formação técnica desde o bacharelado e educar jovens empreendedores. Além disso, trabalharemos em parceria com governos regionais para criar empresas no campo, já que 11 milhões de colombianos vivem do trabalho agrícola. Faremos obras de infraestrutura e, com o apoio às indústrias e ao agronegócio, levaremos o progresso econômico a todo território nacional.

Haverá mudanças na saúde?

Vamos despolitizar o sistema para melhorar a qualidade na prestação de serviço. Vamos investir em prevenção, reduzir o custo de medicamentos e aumentar o número de especialistas. Criaremos um novo sistema de informação que permita marcar consultas sem que a pessoa passe horas na fila. Promoveremos a inclusão dos 4 milhões de colombianos em condição de invalidez, em especial dos 2 milhões de idosos que vivem como indigentes, por meio de apoio econômico direto. Teremos um diálogo permanente com os cidadãos e vamos estimular a participação popular na luta contra a corrupção. Como exemplo, nossa proposta é reduzir o tamanho do Congresso em ao menos 20%.

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