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Governo tomará medidas para tirar armas de prisão, diz ministra venezuelana

- Atualizado: 28 Janeiro 2016 | 11h 34

Vídeo divulgado nesta semana nas redes sociais causou polêmica após detentos na Ilha Margarita aparecerem atirando para o alto em homenagem a colega assassinado

CARACAS - A ministra de Assuntos Penitenciários da Venezuela, Iris Varela, disse na noite de quarta-feira que o governo tomará medidas para recolher as armas que aparecem com presos dentro de uma prisão na Ilha Margarita.

A declaração de Iris foi uma resposta a um vídeo circulando nas redes sociais que mostra presos dando tiros para o ar para homenagear um líder assassinado. "Faremos uma requisição para este presídio, somos obrigados a recolher todas essas armas que estão lá porque é isso que fazemos", afirmou a ministra em entrevista à emissora Unión Radio.

Presos disparam para o alto de dentro de prisão na Ilha Margarita, na Venezuela

Presos disparam para o alto de dentro de prisão na Ilha Margarita, na Venezuela

Iris disse também que atualmente na prisão estão apenas presos em regime fechado que tiveram as visitas de seus parentes suspensas. Segundo a ministra, os funcionários administrativos do local foram retirados para que a operação possa ser realizada.

"As visitas estão suspensas até que seja feita essa varredura e se recupera todas as armas que estão nessa prisão." A ministra também se mostrou "indignada" pelo que qualificou de "escândalo", ao referir-se ao deputados de oposição que na quarta-feira pediram na Assembleia Nacional uma investigação para determinar se o armamento dentro da penitenciárias seria composto por armas de guerra.

Os opositores também pediram a criação de uma comissão especial para investigar a situação das prisões venezuelanas.

No vídeo, os presos da prisão de San Antonio homenageiam o  ex-líder e ex-prisioneiro Teófilo Cazorla, conhecido como "El Conejo", atirando para o alto. Conejo foi morto no fim semana quando saia de uma casa noturna em Margarita.

Sobre a origem das armas, Iris afirmou que "máfias formadas por funcionários" das prisões são responsáveis por levar os equipamentos para dentro das prisões venezuelanas. "O armamento entra porque há um corruptor e um corrompido", disse a ministra. / AFP e EFE

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