Erin Schaff/The New York Times
Erin Schaff/The New York Times

Trump sanciona acordo orçamentário e encerra paralisação do governo

Projeto estende os recursos federais até o dia 23 de março e eleva o limite dos gastos para quase US$ 300 bilhões para os próximos dois anos

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 03h14
Atualizado 09 Fevereiro 2018 | 12h21

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou nesta sexta-feira, 9, o acordo orçamentário aprovado horas antes pela Câmara dos Deputados, encerrando o segundo shutdown - fechamento temporário - do governo. "Acabo de assinar a lei", disse o líder no Twitter. "Nossas Forças Armadas serão mais fortes que nunca. Amamos e precisamos de nossos militares, demos tudo e mais. Primeira vez que acontece em muito tempo. Também significa empregos, empregos, empregos!"

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Antes de ser encaminhado a Trump, o pacote havia sido aprovado na Câmara dos Deputados por 240 votos a 186. Ele estende os recursos do governo até o dia 23 de março e eleva o limite dos gastos federais para quase US$ 300 bilhões para os próximos dois anos. 

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O acordo foi aprovado no Senado por 71 votos a 28 pouco depois da meia-noite (local). O governo dos EUA havia voltado a fechar parcialmente por falta de fundos pela segunda vez em duas semanas, o que levaria à demissão de milhares de funcionários.

O voto esteve bloqueado durante várias horas em razão do senador republicano Rand Paul, que era contra o aumento do teto da dívida americana. O republicano da ala conservadora questionou duramente a proposta e a irresponsabilidade fiscal de seu próprio partido. "Não posso, com toda a honestidade e boa fé, simplesmente olhar para outro lado porque meu partido agora é cúmplice dos déficits", disse ele.

A sessão foi suspensa à meia-noite (local) para ser aberta uma nova um minuto depois e para que a votação pudesse ser realizada. "É hora de a Câmara fazer o seu trabalho", declarou Paul Ryan, presidente da Câmara dos Deputados.

Os republicanos acreditam que a iniciativa aumentará significativamente a dívida pública. Alguns deputados democratas, entre eles, a líder da minoria na Câmara, Nancy Pelosi, também manifestaram sua oposição, já que o acordo não engloba o futuro dos "sonhadores", imigrantes que chegaram aos EUA ainda crianças. 

Os deputados discutiram sobre o destino dos "dreamers", imigrantes que chegaram aos EUA quando crianças, e os planos de Trump de construir um muro na fronteira com o México. Na terça-feira, enquanto democratas e republicanos negociavam um acordo, o presidente disse que não aceitaria uma proposta que não contemplasse seu projeto de muro e a alteração na concessão de vistos a estrangeiros. “Eu adoraria ver mais uma paralisação se não nos entendêssemos neste ponto”, disse ele. / AFP, REUTERS, NYT e AP

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