Governos cooperam para evitar ataque

Embaixada dos Estados Unidos em Brasília afirmou nesta quinta-feira, 14, estar atenta ao alerta para a ameaça terrorista em solo brasileiro

ALESSANDRA AZEVEDO E ALEXANDRE NOVAIS GARCIA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2016 | 05h00

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília afirmou nesta quinta-feira, 14, estar atenta ao alerta para a ameaça terrorista em solo brasileiro. “O governo dos EUA está comprometido a trabalhar com países que partilham das mesmas preocupações, em um esforço contínuo para enfraquecer e, finalmente, destruir o Estado Islâmico”, informou a representação diplomática em nota enviada ao Estado.

O governo americano, porém, não negou nem confirmou eventual parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no sentido de detectar ou combater a ameaça terrorista. Outras embaixadas ouvidas pelo Estado preferiram não se manifestar sobre as políticas adotadas em função da ameaça terrorista do EI ao Brasil. 

A Grã-Bretanha, embora não tenha anunciado mudanças nas políticas de defesa após o ocorrido, reforçou que “cooperação e inteligência são importantes em casos de segurança”. O governo britânico frisou, no entanto, que não comenta casos específicos. 

A mesma posição de discrição foi adotada pela embaixada da Bélgica, último país atacado pelo EI, que optou por não fazer comunicados sobre a área de segurança e inteligência, apesar de frisar a boa relação que o país mantém com o Brasil. “Nessas questões, é melhor evitar a comunicação”, disse à reportagem o conselheiro de assuntos políticos da embaixada belga no Brasil, Hendrik Roggen.

A embaixada francesa no Brasil afirma que recebeu a informação da Abin pela imprensa e, por enquanto, nada muda em relação ao temor de possíveis ataques do grupo terrorista no País. 

Segundo a representação, já existe uma cooperação da França com as Forças Armadas brasileiras para prevenir possíveis atos terroristas durante os Jogos Olímpicos deste ano. A embaixada relata também que não tem recebido nenhum comentário de Paris a respeito do anúncio. 

Procurada, a embaixada da Rússia disse que não poderia comentar a respeito do ocorrido. As representações de Arábia Saudita, Iraque, Canadá e Austrália e Nigéria não retornaram os contatos da reportagem. Os países também são alvos ou fazem parte das coalizões que atualmente bombardeiam posições do grupo extremista sunita no Iraque e na Síria. Na Nigéria, o Boko Haram jurou lealdade ao EI. / 

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