Grã-Bretanha acusa clérigo de incitar morte de "infiéis"

Autoridades britânicas acusaram formalmente o clérigo radical islâmico Abu Hamza al-Masri de incitar seus seguidores a assassinar "infiéis" - não-muçulmanos -, incentivar o ódio racial e cometer outros crimes. O indiciamento barra uma tentativa americana de obter a extradição do combativo líder religioso. Naquele que deveria ser o primeiro dia de audiências sobre sua possível extradição, Al-Masri, de 46 anos, compareceu perante a corte para enfrentar dez acusações de solicitação ou encorajamento ao assassinato de outras pessoas, "especificamente uma pessoa ou pessoas que não acreditam na fé islâmica". Quatro das dez acusações contidas no indiciamento acrescentavam: "em particular, pessoas judias". A suposta incitação ao a homicídio teria acontecido durante sermões que, de acordo com o indiciamento, foram gravados. O clérigo, que não tem um olho e tem ganchos no lugar das mãos, é o mais destacado religioso radical islâmico da Grã-Bretanha. Ele foi detido em maio, quando autoridades americanas o acusaram de tentar estabelecer "campos de treinamento de terroristas" no Estado do Oregon, de participar de tomadas de reféns no Iêmen e de financiar o treinamento de "terroristas" no Afeganistão. De acordo com a lei britânica, as acusações apresentadas no país têm prioridade sobre casos de extradição. As acusações apresentadas contra Al-Masri na Grã-Bretanha podem resultar na pena máxima de prisão perpétua.

Agencia Estado,

19 Outubro 2004 | 16h03

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