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Grupo de 63 mulheres foge de captores na Nigéria

Agência Estado

07 Julho 2014 | 11h 14

Um grupo de 63 meninas e mulheres sequestradas por extremistas islâmicos do Boko Haram duas semanas atrás conseguiram escapar, informaram autoridades nesta segunda-feira. Forças de segurança nigerianas e funcionários do governo federal haviam negado os relatos sobre os sequestros em massa ocorridos em três vilas no nordeste do Estado de Bono, no dia 22 de junho.

O administrador do governo local de Chibok, Pogu Bitrus, disse nesta segunda-feira que verificou as informações sobre a fuga das mulheres e meninas ao enviar representantes que se reuniram com algumas delas e com familiares num hospital em Lassa, cidade da área governamental vizinha de Damboa. As fugas aconteceram na quinta e sexta-feira.

Abbas Gava, líder do grupo de moradores que assumiu funções de segurança em Maiduguri, capital do Estado de Borno, disse no domingo que integrantes desses grupos disseram a ele que 63 mulheres e meninas escaparam na sexta-feira, enquanto seus captores participavam de um importante ataque contra quartéis militares e sedes da polícia na cidade de Damboa.

O Boko Haram realizava sequestros em menor escala havia meses quando atraíu críticas internacionais pelo rapto de mais de 200 meninas de uma escola da cidade de Chibok no dia 15 de abril. A maioria continua desaparecida. O fracasso do governo e do Exército em resgatá-las tem atraído críticas tanto no país quanto no exterior.

O Boko Haram exige a libertação de combatentes do grupo detidos em troca da libertação das meninas. O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, recusa-se a fazer a troca.

Bitrus disse que os ataques aumentaram nas proximidades de Chibok e que o Boko Haram tem tomado o controle de algumas vilas na região, ameaçando avançar sobre outras. A Associação de Desenvolvimento da Área de Kibaku, uma associação de moradores locais da qual Bitrus é presidente, informou que 19 vilas foram atacadas desde os sequestros de 15 de abril e que 229 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram seriamente feridas.

Em 90% dos casos houve alertas sobre as ações do grupo, como aconteceu no sequestro em Chibok, embora o Exército não tenha tomado qualquer atitude, afirmou a associação em comunicado divulgado na sexta-feira.

"A segurança e a defesa é feita principalmente por grupos de cidadãos locais (que não tem bons armamentos), enquanto a polícia e os soldados de Chibok olham os moradores serem massacrados em suas casas, fazendas e locais de oração", disse a associação, que pediu ajuda da Organização das Nações Unidas (ONU).

"A incapacidade ou falta de vontade do governo federal em fornecer segurança adequada a Chibok após o sequestro das meninas nos deixa sem opção, a não ser pedir à ONU que use seu aparato para vir nos ajudar e nos proteger da iminente aniquilação de nosso povo", afirma o comunicado. Fonte: Associated Press.

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