Grupos de direitos civis denunciam os EUA

Grupos defensores das liberdades civis denunciaram hoje violações aos direitos humanos nos Estados Unidos depois dos atentados terroristas de 11 de setembro. Segundo líderes de grupos civis, ninguém sabe quem são, quantas são nem em que situação judicial encontram-se as pessoas interrogadas nos Estados Unidos - cerca de 700, segundo indicações oficiais - em relação com os ataques. "Não é possível que uma sociedade civil não tenha respostas para essas perguntas fundamentais", criticou o advogado Steven Shapiro, diretor da União Norte-Americana para as Liberdades Civis. Sobre os detidos, sabe-se apenas que estão em celas de 2,5 por 3 metros, sem contato com suas famílias e com acesso limitado a seus próprios advogados, de acordo com a imprensa norte-americana. Segundo reportagens, muitas pessoas presas e logo libertadas sofreram abusos de seus direitos. É o caso de Yazeed al-Salmi, que foi mantido nove dias em isolamento e libertado depois de ter sido interrogado por ter dividido por algumas semanas um apartamento com Nawak Alhazmi, um dos supostos terroristas seqüestradores, a quem, no entanto, não tinha contato desde o ano passado. Leia o especial

Agencia Estado,

15 Outubro 2001 | 15h30

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