Jung Yeon-Je/AFP
Jung Yeon-Je/AFP

Grupos que pediram impeachment de ex-presidente sul-coreana pedem retirada de escudo antimísseis

De acordo com associações, que reúnem budistas, católicos e a esquerda do país, decisões de Park não têm validade

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2017 | 05h56

SEUL - Os grupos que organizaram os massivos protestos contra a ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye, recentemente destituída e presa, anunciaram nesta segunda-feira, 3, uma iniciativa para pedir que se cancele a implementação do polêmico escudo antimísseis americano THAAD.

As agrupações explicaram, em um comunicado conjunto, que enviarão uma delegação aos Estados Unidos nos próximos dias em coincidência com a cúpula da qual participarão os presidentes americano, Donald Trump, e o chinês, Xi Jinping, cujo governo também protesta contra a instalação do THAAD. Fazem parte da frente organizações budistas, católicas e de esquerda.

De acordo com esses grupos, a decisão adotada pela administração Park "deveria deixar de ser válida a partir do momento em que ela foi destituída", segundo o texto que será enviado a Washington.

Park Geun-hye foi definitivamente afastada do cargo de presidente em 10 de março, por suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção orquestrado por sua amiga e confidente Choi Soon-sil. A ex-mandatária foi presa em 30 de março.

Durante seu mandato, Seul e Washington aprovaram em julho o início da construção na Coreia do Sul do THAAD, um escudo para interceptar e capturar mísseis lançados pela Coreia do Norte.

A decisão da Coreia do Sul foi duramente criticada por vários partidos de oposição, movimentos pacifistas e de esquerda, que consideram que a medida piora os péssimos laços com o regime de Pyongyang, com quem tecnicamente ainda segue em guerra há quase 70 anos. / EFE

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