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Guarda Nacional chega a Ferguson; toque de recolher é suspenso

O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2014 | 12h 41

Decisão faz parte da tentativa de controlar os protestos motivados pelo assassinato do adolescente negro Michael Brown

Justin Lane/EFE
A morte de Brown elevou as tensões raciais entre a comunidade local e a polícia

(Atualizada às 16h) FERGUSON - O governo do Estado americano de Missouri enviou nesta segunda-feira, 18, oficiais da Guarda Nacional para o subúrbio de St. Louis, em Ferguson, para ajudar na tentativa de controlar os protestos contra o assassinato do adolescente negro Michael Brown, morto a tiros por um policial branco no último dia 9. Com a chegada das tropas, o toque de recolher foi suspenso pelo governo.

Na noite de domingo, os policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes, em resposta a tiros, saques e atos de vandalismo por parte daqueles que protestavam, segundo versão da própria polícia. A morte de Brown elevou as tensões raciais entre a comunidade local predominantemente negra e a polícia formada em sua maioria por brancos.

O governador Jay Nixon disse que a Guarda pode ajudar a "restabelecer a paz e a ordem" em Ferguson, onde os protestos contra o assassinato chegam a segunda semana. "Esses atos de violência são um desserviço à família de Michael Brown e sua memória e às pessoas da sua comunidade, que clamam por justiça e por segurança", disse Nixon.

O capitão Ron Johnson, da Polícia Rodoviária de Missouri, e que está no comando das ações em Ferguson, afirmou que pelo menos duas pessoas foram feridas por tiros de civis.

Os últimos confrontos ocorreram no mesmo dia em que o Procurador Geral dos Estados Unidos, Eric Holder, solicitou exames de autópsia em Brown, cujos resultados preliminares dão conta de que o jovem foi atingido por pelo menos seis tiros, dos quais dois teriam sido na cabeça.

O policial que atirou no adolescente chama-se Darren Wilson e tem seis anos de experiência na polícia. Antes do incidente, não havia nenhuma queixa contra ele. A polícia de Ferguson esperou seis dias para divulgar seu nome e documentos que alegam que Brown teria assaltado uma loja de conveniência. Segundo o chefe de polícia Thomas Jackson, Wilson não sabia que Brown era suspeito de assaltar a loja quando o encontrou caminhando na rua com um amigo. / Associated Press

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