ISRARUL HAQ/EFE
ISRARUL HAQ/EFE

Guardião de um santuário mata 20 devotos no Paquistão

Outras quatro pessoas, incluindo três mulheres, estão feridas em estado grave

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2017 | 04h17

PAQUISTÃO - A polícia paquistanesa informou que o guardião de um santuário local matou 20 pessoas e feriu outras três neste sábado, 1. Abdul Waheed, que ocasionalmente atendia como curandeiro, atacou os visitantes do templo Ali Muhammad Gujjar, na província oriental de Punjab, com facas e paus. Entre as vítimas, estavam cinco membros da mesma família.

O porta-voz da polícia local disse que Waheed foi matando as vítimas uma a uma ou em pequenos grupos, conforme iam chegando ao templo depois de tê-las chamado. Um oficial da polícia, que pediu anonimato, disse à agência de notícias EFE que as mortes ocorreram durante uma cerimônia de purificação e há indícios de que as vítimas foram drogadas antes de serem mortas. As autoridades foram alertadas dos fatos por três pessoas que conseguiram escapar do templo.

O policial Mohammad Bilal disse neste domingo, 2, que Waheed  e outras quatro pessoas foram presas e estão sendo interrogadas. Segundo ele, outras quatro pessoas, incluindo três mulheres, permanecem feridas em estado crítico.

O vice-comissário de polícia de Sargodha, Liaquat Ali Chatta, disse que o guardião do templo é um funcionário do governo, trabalhou há um ano para a comissão eleitoral do país e sofre de "problemas mentais". Chatta disse que o homem agiu supostamente na intenção de "bater e torturar" devotos para "limpá-los". No Paquistão, é habitual recorrer a curandeiros espirituais nos templos em busca de cura para enfermidades mentais ou físícas ou para se desfazer de supostas maldições e encantamentos. /EFE e AP

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