REUTERS/Henry Romero
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Guillermo Lasso: Combate à corrupção é aposta do principal rival

Guillermo Lasso tenta pela segunda vez consecutiva chegar à presidência do Equador, depois de ter sido derrotado por Rafael Correa no primeiro turno em 2013

Luiz Raatz / Enviado Especial, Quito , O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2017 | 17h00

Guillermo Lasso tenta pela segunda vez consecutiva chegar à presidência do Equador, depois de ter sido derrotado por Rafael Correa no primeiro turno em 2013. Após o fracasso, passou quatro anos mobilizando seu partido Creo para uma nova disputa. Forjou uma aliança com o prefeito de Quito, Mauricio Rodas, para essa eleição – movimento raro na combalida e dividida oposição equatoriana – e agora tenta aproveitar a ausência do atual presidente na disputa para forçar um segundo turno e aglutinar os votos anticorreístas contra Lenín Moreno.

Lasso tem, no entanto, um problema para tentar superar a barreira de 25% dos votos: O rechaço à sua condição de ex-banqueiro e ex-ministro da Economia do ex-presidente Jamil Mahuad – ecos negativos da crise do corralito de 1999, que levou ao fechamento das instituições financeiras, imposição de feriado bancário e a subsequente dolarização na tentativa de conter a inflação. 

Durante a campanha de 2013, Correa fez diversas críticas a Lasso e o vinculou ao episódio sempre que pode. “Feliz Feriado Bancário”, dizia, com ironia, nos comícios. 

O candidato, por sua vez, tenta se desvincular da imagem negativa que os executivos do setor financeiro têm no Equador ao bater na tecla da corrupção nos anos de correísmo. Nos últimos meses vieram à público denúncias envolvendo a Petroecuador e propinas pagas pela empreiteira Odebrecht no país. 

Lasso apresenta-se como um gestor capaz de reformar a economia equatoriana para aumentar o investimento externo e acabar com as barreiras às importações impostas por Correa para aumentar a arrecadação do Estado debilitada pela queda do petróleo. Apesar disso, ele promete manter alguns dos programas sociais bem-sucedidos de Correa e criar um milhão de empregos.

 

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