Claudio Reyes/AFP
Claudio Reyes/AFP

Guillier fala em 'mudança' e 'certeza de vitória' no Chile

Com 22% dos votos, senador governista disputará segundo turno com o bilionário Sebastián Piñera, que governou o país entre 2010 e 2014

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2017 | 06h37

SANTIAGO - O senador governista Alejandro Guillier, segundo colocado no primeiro turno das eleições chilenas com 22,6% dos votos, disse após o pleito que o seu lado é quem mais apoia as mudanças no país e que acredita em uma vitória no segundo turno, marcado para 17 de dezembro. 

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"Ganharemos em dezembro (...), o Chile quer outro caminho e o expressou no voto", afirmou o senador independente, apoiado por seis dos sete partidos da coalizão governante. O candidato ficou atrás do bilionário Sebastián Piñera, que somou 36,6%, e foi seguido de perto pela esquerdista da Frente Amplia, Beatriz Sánchez.

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O fato de haver três candidatos do setor progressista com uma votação significativa - Beatriz Sánchez, a democrata-cristã Carolina Goic e o progressista Marco Enríquez-Ominami - faz Guillier acreditar na possibilidade de superar o candidato da direita no segundo turno, previsto para o dia 17 de dezembro.

"Com especial carinho quero agradecer Beatriz Sánchez e Carolina Goic", disse o candidato, em alusão aos parabéns recebidos das duas oponentes mulheres.

Guillier também agradeceu o apoio a sua candidatura de Ricardo Lagos, que perdeu para ele a indicação em abril passado, quando o Partido Socialista optou por apoiá-lo.

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"Esta noite começa um novo Chile, mais amplo, diverso e solidário", destacou Guillier perante os eufóricos correligionários que o foram saudar, num ato que contou também com a presença de ministros do gabinete de Michelle Bachelet. 

Além disso, o candidato presidencial do Partido Progressista, Marco Enríquez-Ominami, anunciou que trabalhará para a unidade da esquerda e apoiará a candidatura de Guillier no segundo turno.

Apoio. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse após saber dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, que durante décadas "foi o progressismo que permitiu ao Chile avançar no social". "Hoje sabemos que o Chile quer continuar avançando. Isso é o que os cidadãos pedem, isso é o que disseram nas urnas e sabemos que é possível", enfatizou a presidente em discurso no Palácio da Moeda.

Após lamentar que cinco de cada dez cidadãos não tenham ido votar e reiterar seu apelo à participação no segundo turno, Bachelet pediu unidade. "Chegou o momento de todos os chilenos e chilenas que desejam consolidar as transformações que encaminharam a nossa pátria para uma sociedade mais justa". 

Cenário. O próximo líder chileno terá de enfrentar desafios importantes como a reforma educacional, o conflito com as comunidades indígenas mapuches no sul do país e o sistema de saúde e de pensões. / EFE

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