THOMAS COEX/AFP
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Autoridade Palestina e Hamas criticam decisão de Trump de reconhecer Jerusalém

Abbas considerou a medida uma declaração de retirada americana das negociações de paz entre israelenses e palestinos; grupo radical promete reação

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 17h13
Atualizado 06 Dezembro 2017 | 18h42

As principais lideranças palestinas reagiram com irritação à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de  reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir a embaixada americana de Tel-Aviv para a cidade

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Abbas considerou decisão é equivocada e afirmou que os Estados Unidos já não podem ser considerados um mediador isento nas negociações. "Mediante essas decisões lamentáveis, Estados Unidos boicota deliberadamente todos os esforços de paz e proclama que abandona o papel de patrocinador do proceso de paz que exerceu nas últimas décadas", disse o líder palestino.

"O discurso de Trump deu a Israel tudo que eles queriam e não nos deu nada", acrescentou Nabil Shaat, assessor de Abbas.

Para o Hamas, que controla a Faixa de Gaza e é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e outros países ocidentais, a decisão não mudará “a história e a geografia” da região.“O povo palestino sabe como responder ao desdem com seus sentimentos e santuários”, disse o líder político do grupo, Ismail Hanieh, que prometeu reagir ao anúncio “da maneira apropriada”. 

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De acordo com Trump, outras questões previstas no acordo de Oslo, como as fronteiras finais de Israel e de um Estado palestino, devem ser definidas num acordo final de paz. 

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, pediu nesta quarta-feira, 6, que outros países sigam a decisão americana de transferir suas embaixadas para Jerusalém e reconhecer a cidade como capital de Israel.  / AP

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