Hatoyama já enfrenta escândalo de financiamento ilegal

Recém-empossado, o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, já enfrenta um escândalo de financiamento ilegal. O caso ganhou um novo capítulo hoje, com relatos da mídia local alegando que a mãe dele fez doações controversas ao novo líder.

AE, Agencia Estado

25 Novembro 2009 | 10h33

Citando fontes não identificadas, o jornal "Mainichi Shimbun" afirma que a entidade encarregada de arrecadar fundos para Hatoyama recebeu centenas de milhares de dólares da mãe dele, Yasuko, filha mais velha do fundador da Bridgestone, Shojiro Ishibashi

Já o diário "Yomiuri Shimbun" disse que Yasuko, acionista majoritária da fabricante de pneus japonesa, secretamente forneceu 1,5 milhão de ienes (US$ 17 mil) durante um ano para o órgão arrecadador. O fato, caso seja confirmado, seria uma violação das leis sobre fundos políticos do país. Questionado sobre se sua mãe estava envolvida no escândalo, Hatoyama disse ao Parlamento, no início de novembro: "Eu não acredito que seja verdade."

Em um caso relacionado, um ex-assessor de Hatoyama está enfrentando uma acusação por informar erroneamente sobre doações políticas, segundo relatos, ontem, da mídia local. Hatoyama demitiu o auxiliar em junho, quando ainda era líder da oposição, e admitiu que se descuidou na prestação de contas do órgão arrecadatório. A entidade chegou a listar pessoas mortas como doadores e também outras que afirmaram não terem feito doações.

Kennedys do Japão

O primeiro-ministro japonês é oriundo de uma família rica, frequentemente apelidada de "Os Kennedys do Japão". Ele também enfrenta acusações da mídia por usar sua fortuna pessoal para alavancar algumas de suas atividades políticas. O secretário-chefe do gabinete, Hirofumi Hirano, disse que o primeiro-ministro já se desculpou por eventuais irregularidades e que cooperará com a investigação.

Membro do Partido Democrático do Japão (PDJ), Hatoyama chegou ao poder em setembro, após uma vitória folgada que encerrou mais de meio século de um governo quase ininterrupto dos conservadores do Partido Liberal Democrático (PLD). As informações são da Dow Jones.

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