AP Photo/Patrick Semansky
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Hillary acusa WikiLeaks de ter servido à Rússia ao abafar escândalo envolvendo Trump

Na época, republicano lidava com a repercussão da divulgação de um vídeo no qual se gabava de assediar as mulheres de forma inadequada

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2017 | 15h11

SYDNEY, AUSTRÁLIA - A ex-candidata à presidência dos EUA Hillary Clinton acusou a plataforma WikiLeaks nesta segunda-feira, 16, de ter servido à Rússia, distraindo a atenção do eleitorado durante a campanha presidencial americana, no momento em que o republicano Donald Trump lidava com um escândalo em razão de uma gravação, na qual se gabava de assediar as mulheres de forma inadequada.

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A ex-secretária de Estado, derrotada por Trump em novembro, criticou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em uma entrevista à rede Australian Broadcasting Corporation.

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"Assange se tornou uma espécie de niilista oportunista que faz o que um ditador pede", alfinetou Hillary. "Agora, o WikiLeaks é, infelizmente, uma subsidiária tomada quase por completo pela inteligência russa.”

Segundo o FBI (Polícia Federal americana), a CIA e a Agência Nacional de Segurança (NSA) - as três grandes agências de espionagem dos EUA - o presidente russo, Vladimir Putin, e seu governo "desenvolveram uma clara preferência pelo presidente eleito Trump", que durante a campanha fez comentários favoráveis ao líder russo.

Hillary se referia ao escândalo que explodiu após o surgimento de um vídeo de 2005, no qual o então candidato republicano se gabava de se aproveitar do fato de ser famoso para assediar mulheres. O momento atual é especialmente delicado nos EUA nesse sentido em meio às acusações de assédio e abuso sexual contra o poderoso produtor de Hollywood Harvey Weinstein.

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Poucas horas depois da divulgação do vídeo de Trump, o WikiLeaks publicou mais de 2 mil e-mails hackeados da conta do diretor de campanha da democrata, John Podesta. "Não tenho nenhuma dúvida de que houve algum tipo de comunicação e, talvez, de coordenação para lançar isso em resposta", disse Hillary. Para a ex-candidata, essas ações foram motivadas pela hostilidade de Assange em relação à ela.

Há cinco anos asilado na pequena embaixada do Equador em Londres para evitar sua extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais, Assange rebateu pelo Twitter as acusações de Hillary. Ele defendeu a organização e a chamou de "repulsiva". Assange também negou que a fonte do vazamento tenha sido a Rússia. / AFP

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