Hillary diz que diferença com Brasil não 'mina' amizade

Embora tenha dito que EUA e Brasil têm sérias divergências na maneira de lidar com o programa nuclear iraniano, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje que as diferenças não afetam os laços de amizade entre os dois países.

AE, Agência Estado

27 Maio 2010 | 18h46

"Nossa divergência não mina nosso compromisso de ver o Brasil como um amigo e um parceiro" disse Hillary. "Nós queremos uma relação com o Brasil que resista ao teste do tempo", completou.

Hillary e outros funcionários norte-americanos disseram que o papel do Brasil e da Turquia em avalizar o acordo foi bem-vindo, mesmo que eles expressem dúvidas sobre o pacto. A secretária disse ter declarado ao chanceler do Brasil, Celso Amorim, que "nós pensamos que comprar tempo para o Irã, permitindo que o Irã evite a unidade internacional a respeito do seu programa nuclear, torna o mundo mais perigoso, não menos perigoso".

Respondendo a perguntas sobre a nova estratégia nacional de segurança da administração do presidente Barack Obama, Hillary rebateu o argumento da diplomacia brasileira de que a pressão norte-americana no Conselho de Segurança das Nações Unidas - por novas sanções contra o Irã - apenas levará ao conflito. "Nós discordamos, então nós vamos (ao Conselho de Segurança). Nós dizemos ''nós não concordamos com isso, nós pensamos que os iranianos estão usando vocês e pensamos que chegou a hora de ir ao Conselho de Segurança", disse.

Hillary lembrou que o Brasil teve um papel chave no Haiti após o terremoto que devastou o país caribenho em janeiro, e também na promoção de um acordo internacional para lutar contra as mudanças climáticas. Hillary também ressaltou que os EUA e o Brasil têm uma "robusta" relação comercial. As informações são da Dow Jones.

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