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Hillary diz ter virado a página sobre o caso Monica Lewinsky

O Estado de S. Paulo

10 Junho 2014 | 08h 50

Ao ser questionada se em alguma ocasião chamou a amante do marido de "lunática narcisista", ex-primeira-dama se limitou a dizer: 'Não vou comentar o que disse ou deixei de dizer nos anos 90'

 WASHINGTON - A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton, garantiu em uma entrevista televisiva exibida na noite de segunda-feira, 9,  que virou a página sobre o caso extraconjugal de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, com a ex-estagiária Monica Lewinsky.

"Ela é perfeitamente livre para falar sobre o escândalo. A vejo como uma americana que se expressa como bem entende. Mas não é algo sobre o qual eu pense demais", disse Hillary em uma entrevista à emissora ABC, na véspera do lançamento de seu novo livro de memórias, Hard Choices (Decisões difíceis, em tradução livre).

Monica Lewinsky reapareceu em maio, após dez anos longe dos holofotes, com uma entrevista para a revista Vanity Fair. Na ocasião, a ex-estagiária disse que  precisava também disse que precisava "virar a página".

Ao ser questionada se  em alguma ocasião chamou a amante do marido de "lunática narcisista", Hillary se limitou a dizer: "não vou comentar o que disse ou deixei de dizer nos anos 90".

Por outro lado, e também em sua conversa com a "ABC", Hillary comentou sobre uma recente entrevista do presidente russo, Vladimir Putin, na qual o líder disse que "é melhor não discutir com as mulheres" e a democrata "nunca foi muito elegante em seus argumentos". "Não é o primeiro político homem que faz um comentário sexista como esse. Ele e eu, francamente, não estamos de acordo. E deixamos isso claro publicamente", disse a democrata.

Hillary começa nesta semana um giro pelos Estados Unidos para apresentar seu último livro de memórias, no qual conta sobre seus anos à frente do Departamento de Estado. Esta viagem acontece em um contexto no qual a democrata é considerada como a provável candidata de seu partido que terá mais chances de concorrer à Presidência em 2016. / EFE

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