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Em debate, Hillary e Sanders discutem sobre quem tem mais chances de derrotar Trump

- Atualizado: 07 Março 2016 | 08h 57

Evento ainda foi marcado por críticas à postura do prefeito de Flint com relação à crise local, onde foram descobertas altas doses de chumbo na água corrente que afetam a saúde de muitos habitantes

FLINT, ESTADOS UNIDOS - Os pré-candidatos democratas à presidência dos EUA Bernie Sanders e Hillary Clinton discordaram em um debate na noite de domingo sobre quem tem mais chances de derrotar Donald Trump, pré-candidato republicano favorito nas pesquisas, e debocharam do nível da disputa republicana na corrida pela Casa Branca.

Perto do final de um debate no Estado do Michigan - que testemunhou trocas de farpas a respeito do comércio e do resgate financeiro da indústria automobilística dos EUA, assim como uma longa discussão sobre religião - tanto Hillary quanto Sanders afirmaram que mal podem esperar para enfrentar o bilionário na eleição de 8 de novembro, que determinará o sucessor do presidente dos EUA, o democrata Barack Obama.

Bernie Sanders e Hillary Clinton trocam acusações em debate democrata

Bernie Sanders e Hillary Clinton trocam acusações em debate democrata

"Acho que a intolerância de Donald Trump, sua truculência e sua fanfarrice não ficarão bem no povo americano", disse Hillary. "Temos que pôr fim às divisões, temos que unificar o país".

Sanders disse que "adoraria" concorrer com Trump e enfatizou que muitas pesquisas de opinião o mostram se saindo melhor contra o ex-apresentador de reality shows do que sua rival. Ele e Hillary exortaram os eleitores a compararem a substância de seu debate com suas versões republicanas, que recentemente culminaram em ofensas e tiveram Trump defendendo o tamanho de seu pênis.

"Iremos, se eleito presidente, investir muito dinheiro na saúde mental", afirmou Sanders, e em seguida fez uma piada. "E quando vocês assistem a esses debates republicanos, sabem por que precisamos investir em saúde mental". 

O debate democrata na cidade de Flint ocorreu no momento em que Sanders lida com a dificuldade para frear Hillary. Mas o senador de Vermont recebeu algumas notícias positivas no domingo, já que se projeta uma vitória sua no caucus do Maine.

Hillary Clinton: de escândalo Lewinsky à pré-candidata à Casa Branca
Reuters
Hillary Clinton: de escândalo Lewinsky à pré-candidata à Casa Branca

Hillary Diane Rodham Clinton, de 68 anos, é pré-candidata pelo Partido Democrata à presidência dos EUA e favorita na disputa interna da legenda. Na foto, ela aparece ao lado do marido, Bill Clinton, e da filha

Hillary, de 68 anos, ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama, destaca em sua campanha a necessidade de mais amor e gentileza, um contraste com a retórica de Trump a respeito de seus planos de deportar 11 milhões de imigrantes ilegais e impedir temporariamente a entrada de muçulmanos no país.

Sanders, de 74 anos e autodenominado socialista democrático, insistiu em sua afirmação de que Hillary é próxima demais de Wall Street e exigiu que ela divulgue a transcrição de palestras pagas que fez a empresas do setor financeiro. Hillary disse que o fará quando todos os candidatos, incluindo os republicanos, divulgarem transcrições de palestras semelhantes.

Contaminação. O debate focou em pobreza e racismo na cidade de Flint, onde foram descobertas altas doses de chumbo na água corrente que afetam a saúde de muitos de seus habitantes.

Hillary começou o debate pedindo a renúncia do governador de Michigan, o republicano Rick Snyder, por sua má gestão da crise na cidade, por não ter tratado a água devidamente e pela demora em agir perante a situação.

Os pré-candidatos na corrida eleitoral dos EUA
EFE/Jim Lo Scalzo
Hillary Clinton, 68 anos, democrata

NA DISPUTA: Além de ter sido primeira-dama, foi senadora pelo Estado de Nova York e a primeira secretária de Estado do presidente Barack Obama, para quem perdeu a disputa interna pela indicação democrata em 2008. Ela permanece na liderança nas pesquisas gerais

Sanders pediu há meses a renúncia de Snyder, mas Hillary não o tinha feito até este debate, quando sentenciou que "está chovendo chumbo em Flint, e o Estado é negligente ao não dar-lhe os fundos de que necessita".

A água corrente de Flint foi contaminada depois que a cidade mudou de fornecedor para economizar, sem depurá-la de forma adequada, e suas propriedades corrosivas permitiram que vazassem grandes quantidades de chumbo dos velhos encanamentos pelas quais circulava.

A exposição a grandes doses de chumbo pode desencadear doenças nos rins e é especialmente nociva às crianças, nas quais pode provocar, por exemplo, problemas de comportamento e atrasos na aprendizagem. /REUTERS e EFE

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